Em meio a tantas vozes que se levantam com “novas revelações”, “visões da parte de Deus” e discursos proféticos, o cenário do meio pentecostal tem se tornado terreno fértil para modismos espirituais. É cada vez mais comum ver pregadores itinerantes, profetas autointitulados e líderes que afirmam possuir dons e manifestações sobrenaturais sendo facilmente aceitos e exaltados entre os crentes.
Entretanto, muitas vezes, aquele pastor simples, fiel à Palavra de Deus, que prega com amor e zelo pela sã doutrina, sem exibir nenhum dom ou manifestação milagrosa, acaba sendo deixado de lado — como se a ausência de sinais fosse sinônimo de falta de unção. Esse pensamento é perigoso e antibíblico.
Jesus advertiu que “muitos falsos profetas se levantarão e enganarão a muitos” (Mt 24:11). Esses enganos alcançarão justamente os que não querem obedecer ao Evangelho puro e simples. Não se trata de desprezar os dons espirituais — porque eu creio nos dons, e eles são uma bênção para a igreja —, mas sim de lembrar que a fé deve estar firmada acima de tudo na Palavra de Deus, que é o alicerce seguro contra o erro e a falsificação espiritual.
É natural que as pessoas se impressionem mais com o que veem do que com o que ouvem, mas nem toda manifestação sobrenatural vem de Deus. A própria Bíblia declara que o Anticristo virá com “poder, sinais e prodígios da mentira” (2 Ts 2:9). Ou seja, nem todo milagre é prova de santidade ou de aprovação divina.
Por isso, se o seu pastor não tem dons espetaculares, mas é fiel à Escritura, vive com caráter e ensina a verdade do Evangelho, valorize-o! Ore por ele, apoie-o e não o despreze. Porque, infelizmente, muitos “profetas” e “visionários” que surgem por aí não passam de enganadores, exploradores da fé e vendedores de ilusões. Mais cedo ou mais tarde, a máscara cai e a verdade aparece.
Permaneça firme com a Palavra de Deus. Ela é viva, eficaz e a única bússola segura em tempos de confusão espiritual.
