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Malaquias 3: A Integridade do Texto Bíblico.

 

   A afirmação de que os versículos finais de Malaquias (3:19–24 no Tanakh) teriam sido removidos da Bíblia cristã, tornando-a adulterada ou incompleta, não encontra qualquer fundamento sério nos estudos textuais, históricos ou bíblicos.

Por que o Cristão Não Deve Comemorar o Halloween


   Todos os anos, no final de outubro, o mundo inteiro se enche de fantasias sombrias, abóboras com rostos assustadores e símbolos que exaltam a morte, o medo e o ocultismo.

O Perigo da Ignorância Bíblica: Um Chamado à Responsabilidade no Ensino da Palavra

 


  A igreja cristã, ao longo dos anos, tem sido abençoada por grandes avivamentos, manifestações do Espírito e crescimento espiritual.

Batismo nas águas, uma ordenança Divina.

 


O que é o batismo nas águas? Qual é a sua origem? Por que essa prática continua sendo tão importante para a Igreja até os dias de hoje? Neste estudo bíblico, você encontrará respostas claras e fundamentadas nas Escrituras, compreendendo o significado, a finalidade e a importância do batismo na vida do cristão.

A rejeição de Saul e o dilema de Samuel

 


A narrativa de 1 Samuel 15 é uma das passagens mais dramáticas do Antigo Testamento, marcando a rejeição de Saul como rei de Israel. Este capítulo apresenta tanto o pecado de Saul, que culmina em sua rejeição por Deus, quanto o dilema do profeta Samuel ao lidar com as consequências desse pecado. Mas primeiro vamos entender o contexto dessa história.

A verdade por trás do Big Bang.




O Big Bang é atualmente a teoria cosmológica mais aceita para explicar a origem do universo.

Uma introdução ao Livro de Lucas, o Evangelho do Filho do homem.



O Evangelho de Lucas é um dos quatros Evangelhos que narra com mais detalhes a vida de Jesus. 

A Palavra de Deus se renova a cada dia?

 


Com certeza você já ouviu alguém falar isso por aí, não é mesmo? 

Essa frase se tornou muito popular entre os cristãos, e vem sendo repetida muitas e muitas vezes nos púlpitos das igrejas. Principalmente, quando chamam um irmão para dar uma saudação e ele resolve ler um texto bem conhecido da Bíblia Sagrada, e usa essa frase como desculpa por não ter se preparado para aquele momento. Alguns até afirmam com tanta convicção, que até parece que está escrito na Bíblia. Mas não é bem assim. 

Não existe nenhum texto Bíblico, que sirva de base para tal afirmação, e se alguém pensou em Lamentações 3.22, 23, lá não diz que a palavra de Deus se renova a cada dia, mas que "a misericórdia do SENHOR. Ela é inesgotável e se renova a cada manhã."

Talvez alguém tenha interpretado errado esse texto bíblico, mas seja qual for o motivo que levou alguém a cometer esse erro, é inaceitável continuarmos nele agora que sabemos a verdade.

Como presbítero me vejo na responsabilidade de comunicar aos meus irmãos em Cristo, que Deus é imutável (Tg 1.17; Ml 3.6) e não muda porque não pode negar a si mesmo (Nm 23.19; Tt 1.2,3; Hb 6.17,18; 2ª Tm 2.13); e a sua Palavra não se renova ou muda conforme os anos, mas permanece a mesma para sempre (1ª Pe 1.23-25). 

Jesus disse: "O céu e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre" (Mt 24.35). Então, posso afirmar com toda a convicção, que a Palavra de Deus não se renova a cada manhã. Nós é que verdadeiramente, precisamos ser renovados dia após dia, pela Palavra de Deus.

Nós, seres humanos, somos imperfeitos e estamos constantemente em contato com um mundo marcado pelo pecado. É por isso que precisamos ser renovados diariamente (Cl 3.9,10), e essa renovação só é possível devido às infinitas misericórdias de Deus sobre nossas vidas. A cada dia, somos agraciados por Deus com novas oportunidades para vivenciar os propósitos que Ele tem para nós. O Apóstolo Paulo expressou isso de forma semelhante quando escreveu: "Não se conformem com este mundo, mas sejam transformados pela renovação da mente, a fim de experimentarem a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12.2).

Que possamos perseverar em buscar incessantemente essa renovação interior, vivendo em harmonia com a vontade divina, e assim encontrar a verdadeira plenitude e satisfação em nossa caminhada espiritual.










Quatro verdades espirituais sobre o rebelde


"Jonas, porém, preferiu fugir da presença do SENHOR. Foi até o mar, ao porto de Jope, onde encontrou um navio que ia para Társis. Comprou sua passagem e embarcou para se esconder do SENHOR". (Jn 1.3)


INTRODUÇÃO

Como todos sabem, o livro de Jonas, conta-nos uma das histórias mais conhecida da Bíblia Sagrada. 

A história de um homem que resolveu fugir para não cumprir a missão que Deus havia lhe ordenado. Essa história também nos revela, quatro verdades sobre os que se rebelam contra o chamado de Deus.

1. Todo rebelde se desvia do caminho a qual o Senhor o tem chamado. 

O chamado de Jonas era pregar em Nínive, mas ele decidiu fugir para Tarsis. Seja qual fosse o motivo, que levou Jonas a tomar essa decisão, aqui existe uma lição para cada um de nós, e esta lição é: nunca devemos fugir da chamada de Deus. 

Se Deus te chamou para pregar, pregue a palavra de Deus, se Deus te chamou para cantar, cante com dedicação, se Deus te chamou para liderar, lidere com excelência; se Deus te chamou para servir, sirva com alegria, mas não fuja do propósito de Deus para sua vida.

2. Todo rebelde põe em risco a vida daqueles que estão a sua volta.

Enquanto Jonas dormia, no porão do barco, uma grande tempestade assolava a embarcação. Ao ponto dos marinheiros jogarem suas mercadorias na água para que o barco não afundasse. 

Essa atitude de Jonas em não fazer a vontade de Deus, pões em risco a vida de todos na embarcação.

 O mesmo acontece com aqueles que se negam em cumprir a missão a qual Deus o tem chamado. Então, aqui  vai um alerta, não ande com rebelde. Você pode naufragar junto com ele.

3. Todo rebelde possue a mente cauterizada pela desobediência, vive em uma dormência espiritual.

Quando o capitão encontra Jonas no porão, ele está dormindo em meio a todo aquele caos. Parece improvável que alguém se comporte assim, mas o estado físico de Jonas era o mesmo que seu estado espiritual, não foi atoa o capitão o chamou de dormente.

Tem crente que esta nessa situação também. Vivem em uma dormência espiritual, que não percebem o perigo que estão correndo, e que precisam urgentemente se arrependerem.

 Como o capitão, precisamos mostrar a  real situação de quem insiste em não cumprir a vontade de Deus. (Jn 1.6)

4. Só Deus pode reverter a situação em que vive um rebelde.

A teimosia e a rebeldia é própria do coração do homem, mas isso jamais impediu de Deus cumprir os seus planos.

Quando Deus tem um plano na vida de alguém, ainda que ele relute, a vontade de Deus é que prevalecerá sobre a sua vida. Quer para o bem, quer para o mal; e se tentar fugir, Deus o trará de volta ainda que no ventre de um grande peixe, como fez com Jonas, porque Deus é soberano.

CONCLUSÃO

Não trilhe o caminho da rebeldia, tema a Deus e cumpra a tua chamada.


A Parábola das Dez virgens- Mateus 25.1-13

 




A parábola das dez virgens aparece apenas no Evangelho de São Mateus (Mt 25:1-13). 

É uma parábola escatológica e de difícil interpretação, seu tema principal é a vigilância. 

Nessa parábola Jesus utilizou a descrição de um típico casamento judaico da época. 

Que segundo o costume, o noivo acompanhado de seus amigos, se dirigia tarde da noite, à casa da noiva, que o esperava com suas damas de honra (as virgens), que ao serem avisadas da aproximação do esposo, saiam com suas lâmpadas iluminando o caminho do noivo até a casa, onde aconteceria a festa núpcial. 

Apesar da noiva não ser mencionada, a própria narrativa da parábola torna a sua presença inquestionável. Se era um casamento, é óbvio que tinha que ter uma noiva, certo?

AS DEZ VIRGENS

Representam o Reino de Deus conforme descrito no versículo 1. 

Jesus usou esta simbologia para nos mostrar que, apesar de muitos aguardarem o Reino de Deus, nem todos participarão dele.

E interessante notar que todas eram virgens, tinham lâmpadas e aguardavam o noivo. 

Tudo aparentemente perfeito, mas cinco eram prudentes e cinco insensatas. Jesus faz essa distinção pelo fato de só cinco delas terem reserva de azeite, ou seja, das dez só cinco se prepararam para um possível contratempo, como aconteceu. 

Pois a parábola diz que o noivo demorou e todas pegaram no sono, e a meia noite (em uma hora não esperada), o noivo chegou e a essa hora o azeite de suas lâmpadas estavam acabando, mas ao serem despertadas do sono trataram logo de preparar suas lâmpadas, mas só cinco tinham azeite de reserva e puderam acompanhar o noivo e participar das bodas. 

As outras cinco que não tinham azeite, não conseguiram manter suas lâmpadas acessas e mesmo indo comprar não acharam e voltando se depararam com a porta fechada. 

Mesmo depois de baterem tiveram que ouvir uma dura resposta do noivo: " eu não vos conheço". Jesus então conclui dizendo: "Vigiai pois, porque não sabeis nem o dia, nem a hora" (Mateus 25.13).

Essa é a mensagem central da parábola. 

CINCO PRUDENTES E CINCO LOUCAS

A Parábola também nos mostra que haverá no último dia uma separação do justo e do injusto, e somente os justos participarão do Reino de Deus, descritos na Parábola como "vingens prudentes"; enquanto o injusto é comparado com as cinco virgens loucas que não mantiveram suas lâmpadas acesssas para a chegada do noivo.

O AZEITE E AS LÂMPADAS

Como os casamentos aconteciam a noite, as lâmpadas eram acessas ao por do sol. Durando em média, duas horas, por isso era necessário ter reserva de azeite.

Enquanto o azeite na Parábola, representa as boas obras dos salvos, a lâmpada representa a vida reta que os justos levam na presença de Deus. 

As cinco virgens loucas represetam as pessoas que não possuem uma vida reta, por isso suas lâmpadas se apagarão e mesmo ao tentarem reparar esse erro, será tarde de mais, pois a vinda de Jesus pegará todos de surpresa (PV 4.18,19; Mt 5.14).

O NOIVO

A Parábola é uma ilustração da vinda de Jesus, Ele é o noivo que aparece na história. 

Um detalhe importante na Parábola é o anúncio da chegada do noivo à casa da noiva, esse anúncio provavelmente é uma referência aos anjos que virão com Cristo em glória na sua segunda vinda e separarão os escolhidos dos quatros cantos da terra (cf. MT 25.)

A MEIA NOITE

 É uma hora inesperada que simboliza o final de um tempo e o começo de um novo dia. 

A vinda de Jesus marcará um novo tempo para a igreja. 

TODAS DORMIRAM..

A noite representa um tempo de angustia e dificuldade. O fato de todas as virgens terem dormido pode representar um momento difícil que virá sobre todos na Tribulação.

 E FECHOU-SE A PORTA

Essa passagem nos faz pensar, se haverá salvação para aqueles que ficarem na vinda de Jesus, pois a Parábola nos mostra que não, por isso o alerta, "vigia".

JESUS DISSE ESSA PARÁBOLA PARA OS JUDEUS OU PARA A IGREJA?

Sem sombra de dúvidas, essa parábola é para todos os salvos em Jesus Cristo. 

Jesus aqui nos ensina, que devemos vigiar e perseverar, como aquelas cinco virgens prudentes, que se prepararam para a chegada do noivo. Pois, em breve Ele voltará.




É possível saber o dia e a hora em que Jesus voltará?



   Nós cristãos cremos na segunda vinda de jesus. Essa certeza não vem de nós mesmos, mas de Jesus que assim nos prometeu.

Certa vez o Senhor Jesus disse aos seus discípulos que iria voltar para o Pai, e os discípulos se entristeceram, mas Jesus lhes disse: "Eu os verei novamente" (Jo 16.22).

Em João 14:1-3 Jesus disse: "NÃO se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também". Eu creio nesta palavra!

Mas Jesus também deixou muito claro a todos nós, que o dia e a hora da sua vinda, ninguém sabe, a não ser o Pai. Não compete a nós sabermos o momento exato da Sua vinda, pois esta sabedoria pertence exclusivamente a Deus, e a ninguém mais. Todos que se atreveram a datar o dia da volta de Jesus, foram envergonhados. 

Por exemplo: 

1. No século XIX um pastor batista nos EUA por nome de William Miller, depois de fazer alguns cálculos baseado nos seus estudos do livro de Daniel, afirmou que Jesus viria em 22 de Outubro de 1844. Aproximadamente 100 mil pessoas se reuniram nesse dia esperando o retorno de Cristo. Como nada aconteceu, tentaram corrigir o erro dando uma outra data, mas sem sucesso. Esse dia ficou conhecido como O Grande Desapontamento. No ano seguinte, em 1845, William Miller e seus seguidores, foram expulsos da Igreja Batista onde se congregavam. Dando origem a outros seguimentos religiosos como a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

2. Em 1876, Charles T. Russell , o fundador dos Testemunhas de Jeová, escreveu o primeiro de muitos artigos em que apontava para 1914 como o ano do fim dos tempos dos gentios mencionados por Jesus Cristo. (Lucas 21:24). 

3. Em 2017 um Youtuber chamado Romildo Ferreira, o profeta de Yahu, como ficou conhecido, afirmou que o Arrebatamento da igreja aconteceria no dia 23 de Setembro de 2017, depois disse que o Arrebatamento aconteceria e 8 de Abril de 2020. Como isso não aconteceu, ele então excluio todos os vídeos, onde afirmava isso.

4. Em 2025 o pastor sul-africano Joshua Mhlakela ganhou destaque em jornais e nas redes sociais. Ele afirmou ter recebido de Deus a revelação da data exata do arrebatamento: 23 e 24 de setembro de 2025. O que não aconteceu, mas muitos acreditaram.

Então, se alguém vier com essa estória de que sabe o dia da vinda de Jesus, não acrediteis porque é mentira. 

Em Mateus 24:36 Jesus disse:  "Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai" ( ACF).


POR QUE É PERIGOSO MARCAR DATAS?

1. Pode gerar decepção e esfriamento espiritual

Quando a data não se cumpre, muitos se sentem enganados e acabam se afastando da fé.

2. Traz descrédito ao evangelho

O erro de um indivíduo faz o mundo zombar da mensagem bíblica, colocando em dúvida até mesmo o que é verdadeiro.

3. Desvia o foco da verdadeira preparação

Em vez de viver em santidade, oração e vigilância, as pessoas passam a correr atrás de cálculos, sinais e especulações.


O QUE A BÍBLIA ENSINA SOBRE A VOLTA DE CRISTO?

  A Escritura não nos manda adivinhar o dia, mas nos chama a viver preparados em todo tempo. Jesus disse:

 “Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.” (Mateus 24:42)

A parábola das dez virgens (Mateus 25:1-13) reforça esse ensino: o importante não é saber a hora da chegada do noivo, mas ter azeite suficiente para manter a lâmpada acesa. Ou seja, viver uma vida de fé, santidade e perseverança.

O apóstolo Paulo também nos lembra: “Pois vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como vem o ladrão de noite.” (1 Tessalonicenses 5:2). O ladrão não avisa quando chega, assim será o retorno de Cristo

Irmãos, é perigoso dar ouvidos a qualquer mensagem que tente marcar o dia da volta de Jesus. Nosso Senhor voltará, isso é certo, mas o tempo pertence somente ao Pai. Até lá, precisamos permanecer firmes, vigilantes e fiéis, pregando o evangelho e guardando nossa fé até o fim. Que cada um de nós esteja como as virgens prudentes, com a lâmpada acesa e o coração preparado, pois a qualquer momento o Rei pode voltar.


Quem são os " milhares de santos" mencionados na carta de Judas?



Graça e Paz! 

Existem cristãos que defendem o texto de Judas 1.14 como uma evidência significativa do Arrebatamento secreto. Eles argumentam que esse versículo faz referência à "Igreja que será arrebatada e virá com Jesus na segunda fase de Sua Vinda, que agora será visível a todos". Essa interpretação é apoiada por traduções como ACF, KJA, JFA e NVI, que apresentam o texto da seguinte maneira:

 "Para estes também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que vem o Senhor com os seus milhares de santos" (Jd 1.14). 

Mas seria esses "milhares de santos" uma referência dos salvos que serão arrebatados e virão com o Senhor em glória, segundo ensina os Pré-Tribulacionismo? Antes de responder, vamos entender o contexto da carta de Judas.

A CARTA

Em resumo a carta de Judas é um convite para os salvos em Cristo, batalharem por sua fé, combatendo os falsos mestres com seus ensinamentos. Nela o autor alerta a todos da severa punição que os falsos mestres e simpatizantes de seus ensinos, receberão da parte de Deus por rejeitarem o Evangelho.

É nesse tom que Judas apresenta esse texto, mostrando que em breve Jesus voltará e exercerá juízo sobre toda a impiedade do mundo, assim como também sobre os falsos mestres.

Algo curioso é que esse texto foi tirado do Livro de Enoque, que após ser tirado da listra dos livros canônicos do Antigo Testamento por um Rabinho, esteve perdido por muitos séculos, com excessão de alguns fragmentos. Sendo descoberto em sua totalidade em 1773, em uma cópia da Bíblia na Etiópia. 

Finalmente para melhor entendermos de quem esse texto esta falando, usaremos a versão da Bíblia Almeida Recebida (AR) que melhor traduz essa passagem.

"Quanto a estes também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que vem o Senhor com MIRÍADES de seus santos" (Jd 1.14).

O QUE SIGNIFICA MIRÍADES?

Miríade é um numeral de origem grega significando dez mil, que traduzindo para a língua portuguesa, além do significado original pode significar também uma quantidade grande indefinida. No sistema de numeração da Grécia Antiga, o maior número existente era a miríade de miríades, correspondente a cem milhões. Esta expressão é encontrada em certas traduções da Bíblia, como em Apocalipse 5:11 fazendo referência ao número indefinido de anjos no céu visto por João.

"E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares" (Ap 5:11).

Outras passagens bíblicas como Deuteronômio 33.2; Mateus 24.30,31 e 2 Tessalonicenses 1.6-8, também nos levam a crer que os "milhares de santos" mencionado no texto de Judas 1.14, se refere unicamente aos anjos e não aos "crentes arrebatados antes da grande tribulação", como ensina os pré-tribulacionismo, vejamos: 

Deuteronômio 33. 2: :

Disse ele: O Senhor veio do Sinai, e de Seir raiou sobre nós; resplandeceu desde o monte Parã, e veio das miríades de santos; à sua direita havia para eles o fogo da lei.

Mateus 24: 30 e 31 diz

"Então aparecerá o sinal do Filho do homem no céu; e, então, todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com um grande som de uma trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus".

2 Tessalonicenses 1. 6-8 diz: 

"Pois é justo diante de Deus recompensar tribulação aos que vos atribulam, e a vós, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo"

Essa é a interpretação correta de Judas 1.14, onde os "milhares de santos" se refere ao incontável número de anjos que acompanharão Jesus em Sua segunda vinda. Isso é evidenciado na versão NTHL, que menciona:

Foi Enoque, da sétima geração a partir de Adão, quem há muito tempo profetizou isto a respeito deles: “Olhem! O Senhor virá com muitos milhares dos seus anjos..." (Jd 1.14).

Que Deus em sua imensa bondade e misericórdia, vos abençoe. Amém!



É PECADO BEBER VINHO?

 


O vinho está ligado a história de muitos povos antigos do ocidente, como os egípcios, os gregos, os romanos, e os Judeus. 

Na Bíblia Sagrada a palavra vinho aparece 140 vezes, pois era algo comum na cultura judaica, inclusive nos dias de Jesus. 

Apenas o Livro de Jonas não faz menção ao vinho.


O VINHO NO ANTIGO TESTAMENTO


  No Antigo Testamento, o vinho era considerado um símbolo de bênçãos e prosperidade concedidas por Deus ao seu povo. Além disso, o vinho também desempenhava um papel no culto a Deus, sendo oferecido como uma oferta líquida (Ex 29:30; Lv 23.13, 18, 37; Nm 15:5-10; 28:14).

A única restrição que era imposta era direcionada aos sacerdotes, pois era proibido para eles entrar no Tabernáculo enquanto estivessem embriagados. Portanto, eles eram instruídos a abster-se do consumo de vinho quando estivessem realizando seu serviço no Tabernáculo (Lv 10.9).


VINHO, SÍMBOLO DA IRÁ DE DEUS.

  O vinho é visto como uma bênção de Deus para o seu povo (Gn 27:28), enquanto para as nações ímpias representa o juízo divino. Essa dualidade é abordada em várias passagens bíblicas, inclusive no Novo Testamento.

Ler: (Sal 11,6; 75:8; Is 51,17, 22; Je 25,12-29; 51:41; La 4,21; Ap. 14,9, 10; 16,19; 18,5-8)


O VINHO NO NOVO TESTAMENTO

  No Novo Testamento o vinho foi usado por Jesus na última Páscoa, para instituir a Nova Aliança. Enquanto o pão representa o seu corpo moído na cruz, o vinho representa o seu sangue derramando por nossos pecados (Mt 26.26-29; Lc 22.19,20). 

Jesus, também ordenou aos seus discípulos que repetissem este ato em sua memória, até que Ele voltasse ( 1Co 11.23-26).

Desde então, o vinho sempre esteve presente na Santa Ceia do Senhor nos dias da Igreja primitiva. 


VINHO OU SUCO DE UVA?

  Apesar de algumas igrejas evangélicas proibirem o uso do vinho na celebração da  Santa Ceia, substituindo-o pelo suco de uva, os cristãos primitivos e as igrejas protestantes históricas nunca viram problema nenhum no uso do vinho. 

Até porque, a técnica que impede o processo de fermentação natural do suco de uva só surgiu no final do século XIX, permitindo uma alternativa ao uso do vinho.

Acreditasse que essa substituição do vinho para o suco de uva, surgiu na igreja metodista, e depois foi adotado por outras igrejas até o dia de hoje.


AFINAL, BEBER VINHO É  PECADO OU NÃO?


  Caro irmão em Cristo, consumir vinho não é um ato pecaminoso. Embora algumas igrejas proíbam seus seguidores de beber vinho por consider um "pecado", é importante ressaltar que não há qualquer proibição específica ao consumo dessa bebida na Bíblia. Em vez disso, existem apenas recomendações para evitarmos a embriaguez.

Assim como os sacerdotes eram instruídos a não entrar no Tabernáculo em estado de embriaguez, também devemos adorar a Deus com sobriedade, pois é impossível cultuá-Lo de forma racional quando estamos sob o efeito do álcool. A Escritura nos exorta a oferecer nossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Romanos 12:1), o que requer uma mente clara e um coração sóbrio. Portanto, é aconselhável evitar o consumo excessivo de vinho.

Leia: (Is. 5.11; 28.7; PV 23.20; 23. 29-35; Ef 5:18; 1Tm 3.3,8; Tt 1.7; 2.3).

Os textos bíblicos que abordam a questão da embriaguez têm como objetivo nos alertar sobre os perigos das bebidas alcoólicas e não para contradizer aqueles que não veem problema no consumo de vinho. No entanto, é importante ressaltar que nem mesmo Jesus se abstinha do vinho, exceto na cruz, de acordo com algumas versões bíblicas (Mt 27:34). Além disso, os Apóstolos também não se abstiveram do vinho, como evidenciado em passagens como Mateus 11:19, Mateus 26:27-29, Lucas 7:34 e 1 Timóteo 5:23.

É bom lembrar que eles também não andavam bêbados perambulando pelas ruas ou escandalizando a pregação do Evangelho por causa de bebidas alcoólatras, como fazem muitos nos dias de hoje. Pois assim como o vinho pode ser uma benção, o uso indevido do mesmo pode torna-se uma maldição (Pv 23.29-35). 

É preciso entendermos, que como tudo o que o nosso Deus criou e viu que era bom ( Gn 1.12), o vinho é benção de Deus para nós, para ser desfrutado com alegria, mas sem exagero é claro.

Leia e reflita: (Dt 7.13, 11:14; Sl 104:14,15; Pv 3.10).

Agora, se isso escandaliza teu irmão, evite, e a fé que tens guarde entre você e Deus, pois a nossa liberdade não pode servir de tropeço para os fracos na fé. Muitos irmãos em Cristo tiveram suas vidas, trabalhos e famílias destruídas por bebidas, então é aceitável que procurem se abster, e precisamos considerar isso, como nos aconselha Paulo em Romanos 14, ele disse: 

"Não destruas por causa da comida a obra de Deus. Na verdade tudo é limpo, mas é um mal para o homem dar motivo de tropeço pelo comer. Bom é não comer carne, NEM BEBER VINHO, nem fazer outra coisa em que teu irmão tropece. A fé que tens, guarda-a contigo mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque o que faz não provém da fé; e tudo o que não provém da fé é pecado".


ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS.

  É importante reconhecer que a Bíblia não proíbe explicitamente o consumo de vinho. No entanto, muitas pessoas abusam dessa liberdade concedida por Deus e se entregam ao consumo irresponsável de bebidas alcoólicas de todos os tipos.

O fato de a Bíblia não proibir o consumo de vinho não nos dá o direito de incentivar o consumo de cerveja ou fazer propaganda de qualquer tipo de bebida alcoólica. Nossa prioridade como cristãos não deve ser o consumo de bebidas intoxicantes, mas sim sermos cheios do Espírito Santo e dedicados a pregar o Evangelho de Jesus (Atos 2.8; Efésios 5.18).

Não há compatibilidade entre servir a Deus e ser amante de bebidas fortes. A Bíblia é clara ao afirmar que "nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus" (1 Coríntios 6.9-10).

Essa advertência nos alerta sobre o quão perigoso é não saber administrar a liberdade que Cristo nos proporciona, transformando-a em uma porta larga para a perdição eterna.

Embora a Bíblia não nos proíba de beber vinho, ela nos adverte sobre o uso de bebidas fortes e embriaguez, como coisas que devemos evitar (Provérbios 20.1; 23.20, 29-35).

Até mesmo nisso, os cristãos precisam se diferenciar daqueles que estão no mundo, a fim de glorificar a Deus (1 Coríntios 10.31).

Portanto, não permita que o consumo de bebidas alcoólicas se torne um obstáculo em sua vida e o afaste da comunhão com Deus. Lembre-se de que obedecer a Deus é melhor do que beber com moderação. Priorize a busca por uma vida equilibrada e dedicada a servir a Deus em todas as áreas.


Como devemos orar?




Graça e paz de nosso Senhor Jesus Cristo.

Amados irmãos, tenho percebido que na maioria das vezes, nós cristão não sabemos orar, sabemos pedir e nos esquecermos que a oração é muito mais que uma via de mãos duplas, na verdade é também um veículo de diálogo da alma com o seu Criador. Pedir é muito fácil, agora o diálogo é para quem busca uma intimidade; e quanto mais íntimos nos tornamos de Deus, mais desfrutamos da sua real companhia. 

Então como devemos orar?

Primeiramente, com fé.
Hebreus 11.6 diz: "Sem fé ninguém pode agradar a Deus, porque quem vai a ele precisa crer que ele existe e que recompensa os que procuram conhecê-lo melhor"

Mateus 21.22: também nos diz desta maneira: "e tudo o que pedirdes na oração, crendo, recebereis"

Outra passagem Bíblia que também nos ensina sobre orar com fé, é Tiago 5. 14 e 15 que diz: " Se algum de vocês estiver doente, que chame os presbíteros da igreja, para que façam oração e ponham azeite na cabeça dessa pessoa em nome do Senhor. Essa oração, feita com fé, salvará a pessoa doente. O Senhor lhe dará saúde e perdoará os pecados que tiver cometido".

Perceba que é impossível alguém se achegar a Deus sem fé, estás passagens bíblicas nos revelam que a fé é o primeiro elemento, indispensável que não pode faltar nas nossas orações. 

Tenha paciência. 

 O Salmo 41 de Davi, nos revela uma verdade ignorada por muitos, que devemos orar com paciência. 

O Salmo diz: "Esperei com paciência pelo Senhor, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor"

As vezes nos precipitamos, mesmo orando e pedindo a Deus uma direção, não porque Deus tarda em nos responder, mas porque não sabemos esperar. Por isso tenha paciência, quem espera em Deus, alcança o seu favor (Is 64.4).

Assim como não podemos acelerar ou voltar o ponteiro do relógio do tempo, também não podemos mudar o tempo de Deus. Ele sabe o momento certo de agir. O nosso trabalho é confiar e descansar nos seus cuidados.

 Dê prioridade a vontade de Deus.

De nada adianta orar a Deus, se não priorizarmos a Sua vontade. Nossas orações precisam está alinhado com o querer de Deus e não com o nosso eu. 
Quando orares lembre-se quem é que está no trono, e que Deus não atende aos caprichos humanos, mas faz tudo o que bem lhe apraz. 

O Senhor Jesus é o nosso maior exemplo disto. Em sua oração modelo e também no Getsêmani, ele nos ensinou que a vontade de Deus vem sempre em primeiro lugar e não a nossa ( Mt 6.11). Podemos orar e clamar, porém se as nossas orações não estiverem de acordo com o querer de Deus, é melhor não insistir; teimar com Deus é bater de frente com a cara num murro e um murro bem alto. 

Como filhos precisamos entender que Deus é soberano e conhece todas as coisas, inclusive o que é melhor para mim e para você, devemos apenas ter fé e descansarmos nos seus cuidados, pois ainda que a resposta de Deus for um não, ela é boa, pois certamente Deus tem os seus motivos para isso, como nos livrar de problemas lá na frente. Então é melhor descansarmos no Senhor e deixarmos Ele agir em nosso favor. 

Então, pare de bater em portas que Deus não quer abrir para você, não relute por uma resposta possitiva se a resposta dele já foi um não, nem insista andar por caminhos que Deus já disse pra você não andar. Priorize acima de tudo a vontade de Deus, que independente da situação, sempre será "Boa, perfeita e agradável".

Gênesis 3: O Adão que há em nós



INTRODUÇÃO

Por ter a natureza adâmica, o homem é inclinado a imitar as atitudes de Adão, quando desobedeceu a Deus no Jardim do Éden. 

Vejamos: 

1. Tentou cobrir sua nudes cozendo folhas de figueiras.

2. Procurou se esconder da presença de Deus.

3. Culpou a mulher e até o próprio Deus por haver pecado.


Hoje seguindo o exemplo de Adão, muitos também:

1. Procuram com suas próprias obras, justificar o seus pecados.

Como Adão tentam "cozer folhas de figueiras", ou seja, tentam resolver o problema do seu jeito, segundo os seus próprios esforços humanos. 

Mas foi Deus quem de fato resolveu o problema da nudes de Adão e Eva, sacrificando um animal e fazendo de sua pele roupas para o casal. 

Da mesma forma, somente a Justiça de Deus, revelada em seu Filho Jesus, é capaz de justificar o pecador. Nenhuma obra humana, pode nos justificar, se não a que Cristo já fez por nós na cruz do Calvário.

Romanos 5. 18 e 19 diz: "Portanto, assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação e vida. Porque, assim como pela desobediência de um só homem muitos foram constituídos pecadores, assim também pela obediência de um muitos serão constituídos justos"

2. Procuram se esconder de Deus.

O pecado trás vergonha e culpa. Por isso muitos tentam se esconder de um real compromisso com Deus. Se acham tão pecaminosos ao ponto de seus pecados serem maiores que o perdão e a misericórdia de Deus, e Satanás fica torcendo pra quem segue por este caminho. Pois quanto mais longe o cristão fica de Deus, escondendo os seus pecados, mais vulnerável ele fica aos ataques do tentador. 

Todavia, o que adianta tentar fugir de Deus hoje, se haverá um dia em que prestaremos contas a Ele de tudo o que fazemos? Por acaso podemos nos esconder de sua presença? (Sl 139.7-12).

Tempo também não resolve pecado, ele só aumenta a nossa culpa diante de Deus e nos mostra o quanto estamos longe de Sua Graça. Pare de fugir e de dar desculpas da sua real situação diante de Deus e clame por seu divino perdão. Hebreus 4 e 16 nos diz dessa maneira: " Por tanto nos acheguemos com confiança ao trono da Graça de Deus. Ali receberemos misericórdia e encontraremos graça sempre que precisarmos de ajuda".

3. Procuram sempre um culpado, em vez de assumirem a responsabilidades dos seus atos.

Essa é uma atitude clássica da velha natureza adâmica, jogar a culpa do seu pecado apontando o erro dos outros. Afinal, é fácil passar a responsabilidade dos nossos atos a terceiros ou querer dar uma razão ao nosso pecado. Mas a Deus ninguém engana. Adão achou que culpando a Eva, ou dando a disculpa que se Deus não dessem ela como esposa, ele sairia impune do erro que cometeu, mas Deus tratou com cada um segundo as suas obras. Da mesma forma Deus age comigo e com você.
Deus não age com imparcialidade ou favoritismo com o pecado de ninguém (cf. 1Ts), nem joga a nossa culpa a terceiros; em Ezequiel 18 e 20 está escrito: "Aquele que peca é que morre. O filho não sofrerá por causa dos pecados do pai, nem o pai, por causa dos pecados do filho. A pessoa boa será recompensada por fazer o bem, e a pessoa má sofrerá pelo mal que praticar"; 

Romanos 2.5 e 6 também diz:  "Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo as suas obras"

e por último:

Romanos 14 e 12 diz: "Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus".

Portanto, não siga o exemplo de Adão, não deixe que a velha natureza te leve por este perigoso caminho; antes, trilhe o caminho do arrependimento, da confissão e da renuncia. 

Provérbios 28. 13 diz: " Quem esconde os seus pecados não será feliz, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia". 

CONCLUSÃO

Deus em seu filho Jesus Cristo, quer nos dá uma nova natureza, basta confiarmos no seu perdão para termos paz com Ele e a vida eterna. 

Orar é reconhecer que Deus é soberano



Ouvindo uma canção evangélico, me deparei com a seguinte questão. Em uma das estrofes da música, o cantor dizia: "tudo que você pediu a Deus, já está vindo". 

Mas, será que esta afirmação esta certa?

A resposta é não. Nem tudo o que pedimos a Deus nós receberemos, calma que vou explicar. 

Primeiramente, não estou dizendo com isso, que Deus não é poderoso para atender as nossas orações; mas, que nem tudo que pedimos a Deus está dentro dos seus planos para nossa vida. Isso é fato, então em vez de ficarmos frustrados por não recebermos o que pedimos em nossas orações, devemos glorificar a Deus, porque Ele sabe o que é melhor para cada um de nós. 

Todo pai sabe, que nem tudo o que o nossos filhos pedem devemos dar, e a resposta que damos a eles é um claro e sonoro Não!

Na Bíblia também encontrarmos pessoas que apesar de serem íntimas de Deus, não obtiveram respostas das suas orações, pelo menos, não como elas queriam. 

Por exemplo, Moisés, orou a Deus para que o deixasse entrar na terra prometida, mas Deus não o deixou.

O profeta Samuel também é um exemplo de que nem tudo que pedimos a Deus, ele atenderá. Quando o profeta soube que Deus havia rejeitado o rei saul, intercedeu pela sua vida, porém Deus já havia decidido que outro reinaria em seu lugar.

No Novo testamento nós encontramos o apóstolo Paulo que orou três vezes para que Deus retirasse o espinho da sua carne, porém Deus não tirou. 

Agora, se coloque no lugar desses homens ouvindo está canção.

Certamente eles diriam que não é bem assim. Moisés diria: eu orei para que Deus me deixasse entrar na terra prometida, Deus não deixou; Samuel diria: eu orei para que Saul continuasse sendo rei sobre Israel, Deus não quiz; Paulo diria: eu também orei, três vezes para que Deus tirasse o espinho da minha carne e Deus não tirou. Então não é bem assim que as coisas funcionam, nosso papel é orar sempre, mas Deus é quem dá a palavra final, goste você ou não. Deus é soberano.

Provérbios 16.1 diz: "As pessoas podem fazer seus planos, porém é o SENHOR Deus quem dá a última palavra". 

Deus sabe o que é melhor para você!

Perceba que o designo de Deus para seus servos, ia muito além do que eles pediam naquele momento.

Moisés queria entrar na terra prometida, mas Deus já tinha um projeto de levá-lo no monte tabor na transfiguração ao lado de jesus.

Na ótica de  Samuel saul deveria continuar sendo o rei de israel, mas Deus ao escolher Davi, mostra que agora o rei de Israel seria segundo o seu coração.

O espinho da carne do Apóstolo Paulo, Deus não tirou, mas lhe disse: “A minha Graça é tudo de que você precisa, pois o meu poder se revela melhor nos fracos”(2Co 12.9a). 

Apesar de não sabermos o que era o espinho na carne de Paulo, uma coisa é certa, por intermédio da sua vida Deus revelou o Seu poder e a Sua Graça aos gentios, ou seja, os projetos de Deus são maiores e melhores do que os nossos e eles vão sempre prevalecer em nossa vida. E não adianta teimar ou fugir dos propósitos de Deus para a sua vida, como o nosso senhor Jesus disse a Saulo, assim dirá a nós: "Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões" (At 9.5b BF), ou seja Deus é soberano e os seus desígnios  prevalecerá (Pv 19.21), então quando orares lembre-se quem é que esta no trono e ore conforme a sua vontade, porque ela é "boa perfeita e agradável".


Salvação, ação de Deus ou resultado da vontade humana?



 

  No cenário atual da pregação cristã, é comum ouvir mensagens onde o “livre-arbítrio” do ser humano é colocado como o elemento central na obra da salvação. Essa ênfase, no entanto, pode distorcer uma das verdades mais preciosas do Evangelho: a salvação é, do início ao fim, um ato da Graça soberana de Deus.

A vontade humana, por si só, não tem poder para se voltar a Deus. A Bíblia nos mostra que é o Senhor quem toma a iniciativa da salvação, estendendo Sua mão graciosa aos que estão perdidos (Jo 6:44; Rm 3:10-12). O livre-arbítrio só pode funcionar corretamente quando é iluminado e capacitado pela Graça divina (Ef 2:8-9; Tt 2:11). Reconheço que o ser humano tem a responsabilidade de aceitar ou rejeitar o chamado da salvação (Jo 3.18; Ap 22:17), mas essa escolha só se torna possível por causa da ação da Graça de Deus (Jo 1:12-13; Fp 2:13). Sem que Deus dê o primeiro passo, oferecendo a oportunidade de salvação, o homem não tem condições de escolhê-la. É Deus quem age primeiro; só então o ser humano pode responder (1 Jo 4:19; Rm 9:16).


ESCRAVOS DO PECADO, DEPENDENTES DA GRAÇA.

  A natureza humana está profundamente corrompida pelo pecado. Paulo afirma que “não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Rm 3:12). E isso inclui a vontade humana. Por causa do pecado, até mesmo o nosso livre-arbítrio é escravizado — incapaz de buscar a Deus sem que Ele primeiro se revele.

Jesus declarou que “ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o trouxer” (Jo 6:44). Isso deixa claro que qualquer movimento em direção à salvação começa com a ação divina. Deus, por Sua Graça, nos mostra o caminho da vida e o da morte, e nos adverte sobre as consequências de cada escolha — mas não nos força. Ele convida, ilumina e espera.

O convite de Cristo continua ecoando pelos séculos: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11:28). Essa é a proposta graciosa de um Deus que respeita nossa liberdade, mas não abre mão de nos alcançar com Seu amor.

A salvação não é conquistada; ela é recebida. Paulo escreveu: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2:8-9). Isso desmonta qualquer tentativa humana de se tornar co-autor da própria redenção. Sim, é necessário crer. Sim, é necessário responder ao chamado. Mas até mesmo a fé, que nos permite crer, é resultado da ação da Graça de Deus em nossos corações. Não temos nada do que nos orgulhar, senão do imenso amor que nos alcançou sem que o merecêssemos.


GRAÇA AO ALCANCE DE TODOS

  Embora Deus não tenha obrigação alguma de salvar, pois todos pecaram e estão destituídos da Sua glória (Rm 3:23), Ele escolheu, soberanamente, estender Sua Graça a todos. Essa decisão divina não nasceu de mérito humano, mas do Seu infinito amor.

A salvação está disponível a todos, mas nem todos a abraçam. Muitos rejeitam a pregação do Evangelho, não por falta de acesso à Graça, mas pela dureza de seus corações. Como diz João: “A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (Jo 1:5). Deus não faz acepção de pessoas (At 10:34), e todos têm a oportunidade de crer, mas nem todos se rendem.

Essa recusa, porém, não invalida a oferta. Deus é justo em estender a salvação e é justo em respeitar a decisão de quem a rejeita. Mas ninguém poderá alegar, no dia do juízo, que não foi alcançado pela luz do farol divino.


O FAROL EM ALTO MAR.

   Imagine um navio em meio a uma tempestade violenta, à deriva, caminhando para a destruição em meio à escuridão da noite. De repente, um farol se acende na costa, rasgando a neblina e mostrando o perigo iminente. O faroleiro não assume o controle do navio; ele apenas acende a luz. Cabe ao capitão da embarcação decidir mudar de rota e evitar o naufrágio.

Assim é a Graça de Deus. Ela não anula a liberdade humana, mas a desperta. Não domina a vontade, mas a ilumina. A salvação não é uma imposição, mas um convite. A escolha é real, mas a possibilidade dessa escolha só existe por causa da luz que vem de Deus. A salvação, portanto, é obra de Deus do início ao fim. Mas dentro dessa obra há espaço para uma resposta humana: fé, arrependimento, rendição. Mesmo essa resposta, porém, é movida e sustentada pela ação graciosa do Espírito Santo.


SALVAÇÃO RESULTADO DA GRAÇA DE DEUS.

   A salvação não é fruto do mérito humano, nem da força da vontade, mas da Graça de Deus. Ela é o fator inicial, cooperante e final da redenção. E embora o homem seja chamado a crer, essa fé não é sua criação, mas um presente divino.

Deus não salva à força, mas também não espera que nos salvemos sozinhos. Ele age primeiro, convida com amor, revela o caminho e espera a resposta. Os que se rendem à Sua Graça não têm de que se gloriar, senão na cruz de Cristo (Gl 6:14).

Por fim, entendemos que a Graça é como um farol em alto-mar. Um farol que não assume o leme, mas que ilumina o caminho seguro. Um farol que não impõe, mas convida. Um farol que salva, não por nos forçar a mudar de rumo, mas por nos mostrar onde está o perigo e para onde está a salvação.

Bendita seja essa Graça, que nos alcança, nos transforma e nos conduz ao porto seguro da salvação, em Cristo Jesus.







Carnaval não é coisa para crente!

O carnaval é uma das festas mais conhecidas do mundo, marcada por desfiles, danças e excessos. No entanto, poucos compreendem sua verdadeira origem e o que ela representa espiritualmente. 

O que são os Evangelhos?





  A palavra Evangelho vem de duas palavras gregas: eu (boa) e aggelion (notícia, mensagem), significando “boas novas”. Em seu sentido mais amplo, refere-se às boas novas do Reino de Deus anunciadas aos homens por meio de Jesus Cristo.

No plural, Evangelhos, diz respeito aos quatro livros canônicos que narram a vida, o ministério, a morte e a ressurreição de Jesus, recebendo os nomes de seus autores: Evangelho de Mateus, Evangelho de Marcos, Evangelho de Lucas e Evangelho de João.

Evangelho de João e os Evangelhos Sinóticos.

Os três primeiros evangelhos são chamados de sinóticos. A palavra vem do grego synoptikós, que significa “ver em conjunto” ou “ter uma visão panorâmica”. Eles apresentam muitas semelhanças na estrutura, nos milagres narrados e nos ensinamentos registrados, especialmente quanto ao ministério de Cristo na Galileia, Sua vida pública e Sua perfeita humanidade.

Já o Evangelho de João possui uma abordagem distinta. Ele destaca mais o ministério de Jesus na Judeia, traz diálogos mais profundos e enfatiza de maneira especial a divindade de Cristo, revelando-O como o Verbo eterno que se fez carne.

Isso não significa que existam quatro evangelhos diferentes, mas um único Evangelho — uma só mensagem de salvação — apresentada sob quatro perspectivas inspiradas pelo Espírito Santo.

Quem escreveu os Evangelhos?

Os Evangelhos foram escritos após a ascensão de Jesus. Ele não os escreveu, pois Sua missão era cumprir a Lei (Mt 5.17) e salvar a humanidade do pecado (Mt 1.21). Após Sua ressurreição e ascensão, surgiu a necessidade de registrar, de forma organizada, os fatos e ensinamentos do Mestre.

O prólogo do Evangelho de Lucas (Lc 1.1–4) demonstra essa intenção: oferecer um relato ordenado para que os leitores conhecessem com segurança as verdades acerca de Cristo. Já João declara claramente seu propósito: “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.30,31).

Qual a finalidade dos Evangelhos?

Nos Evangelhos encontramos a continuidade do plano divino de salvação. Eles revelam o cumprimento das profecias e da Lei registradas no Antigo Testamento (Jo 5.39,46).

São verdadeiras minas de tesouros espirituais, repletas de ensinamentos, parábolas, milagres e declarações que nos conduzem ao conhecimento do caráter de Cristo, nosso Redentor. Neles está registrada a maior manifestação do amor de Deus pela humanidade: o sacrifício de Seu Filho unigênito.

Por essa razão, os Evangelhos ocupam um lugar central nas Escrituras, pois revelam de maneira clara quem é Jesus e qual é a Sua obra redentora.

Qual a veracidade dos Evangelhos?

A veracidade dos Evangelhos se apoia em diversos fundamentos. Primeiramente, foram escritos por testemunhas oculares ou por pessoas diretamente ligadas a elas. Mateus e João foram discípulos de Jesus; Marcos escreveu com base no testemunho do apóstolo Pedro; Lucas investigou cuidadosamente os fatos junto às testemunhas.

Além disso, os relatos foram produzidos ainda no primeiro século, quando muitas testemunhas dos acontecimentos estavam vivas. Isso impedia a propagação de histórias fantasiosas, pois os fatos poderiam ser confirmados ou contestados.
Outro ponto relevante é o cumprimento das profecias do Antigo Testamento na vida de Cristo, algo que reforça a harmonia das Escrituras. A coerência entre os quatro relatos — mesmo com diferenças de perspectiva — demonstra autenticidade e não contradição, pois cada autor enfatiza aspectos específicos do mesmo Senhor.

Sobretudo, para nós que cremos, a maior confirmação da veracidade dos Evangelhos está no testemunho do Espírito Santo, que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo, e confirma em nossos corações que Jesus é o Filho de Deus.

Conclusão 

Os Evangelhos não são meramente biografias antigas. Eles são a revelação viva do plano eterno de Deus para a salvação da humanidade. Neles encontramos a história mais transformadora já contada: Deus se fez homem, habitou entre nós, morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia.

Há um só Evangelho — a boa nova da redenção — proclamado por quatro vozes inspiradas. Ler os Evangelhos é contemplar o coração de Deus revelado em Cristo.

Que ao estudá-los, não busquemos apenas informação, mas transformação; não apenas conhecimento histórico, mas fé viva naquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

O erro que muitos cometem ao estudarem a Bíblia



 "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo 8.32).


Esse é um dos textos bíblicos mais citados  hoje em dia principalmente no Youtube, mas quando vamos ver o conteúdo, percebemos  na maioria das vezes, que a verdade que eles se referem não é aquela que está na Bíblia, mas sim as suas próprias idéias, ou aquilo que eles defendem como sendo "verdade", e este é o erro que muitos  cometem ao lerem a Bíblia Sagrada.

Geralmente as pessoas estudam a Bíblia, não com o objetivo de aceitarem a verdade que nela está, mas com a pretensão de usarem os textos Bíblicos em defesa de suas mentiras. 

Todavia, não existe verdades a serem reveladas, além daquela que já está na Bíblia; e a verdade é Cristo (Jo 1.17; 14.6). O que vai além disso é invenção de homens, desviados da verdade; e acreditem, está cheio de gente assim por aí.

Estes, distorcem a verdade de Deus ao seu bel prazer. Como fez Satanás com Eva no Jardim, e infelizmente suas mentiras tem encontrado um rico solo nos corações daqueles que preferem a mentira vestida de verdade, que a verdade, que lhes pode salvar e lhes dar vida eterna. 

Mas bem-aventurados são os que amam a  Palavra de Deus. A única regra de fé e conduta dos que temem e amam a Deus. 

Então, não busque na Bíblia textos para defender as tuas verdades, mas defenda a verdade que já está escrito nela 

Jesus em sua oração sacerdotal disse: "Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade" (Jo 17.17).

Deus o abençoe. Amém.