O relacionamento conjugal é uma aliança sagrada, estabelecida por Deus, para que marido e esposa vivam em amor, cumplicidade e entrega mútua. Dentro dessa aliança, a intimidade sexual não é apenas uma expressão de prazer, mas também um elo espiritual e emocional que fortalece o vínculo do casal. No entanto, quando há rejeição — seja da esposa para com o marido, ou do marido para com a esposa — abrem-se brechas que podem comprometer a comunhão, a harmonia e até a saúde espiritual do relacionamento.
QUANDO A REJEIÇÃO SE INSTALA
Quando o marido busca se aproximar da esposa, desejando estar com ela e expressar seu amor por meio da intimidade, mas é constantemente rejeitado, essa atitude transmite uma mensagem dolorosa: a de indiferença e egoísmo.
É importante lembrar que, ao unir-se em casamento, cada um assume não apenas o compromisso de fidelidade, mas também a responsabilidade de cuidar das necessidades emocionais, espirituais e físicas do outro.
Assim como o marido deve ser compreensivo e respeitar o tempo e o estado emocional da esposa, a mulher também precisa reconhecer que não pode usar o “não querer” constante como uma forma de fuga ou de controle dentro do relacionamento.
Negar repetidamente o contato íntimo sem motivo justo e sem diálogo pode abrir uma ferida profunda no coração do cônjuge, fragilizando o casamento e criando um terreno fértil para tentações.
AS CONSEQUÊNCIAS DA REJEIÇÃO
A rejeição no casamento pode gerar consequências sérias. Muitos maridos, ao se sentirem desprezados ou desvalorizados, acabam buscando refúgio em caminhos errados — como a pornografia, a fantasia sexual e até o adultério.
Da mesma forma, há esposas que, por falta de atenção e afeto, acabam também caindo em tentações semelhantes.
É claro que o pecado nunca se justifica pela atitude do outro, mas é inegável que o distanciamento e a falta de intimidade abrem brechas espirituais perigosas. O inimigo usa justamente essas brechas para semear destruição nos lares.
O apóstolo Paulo advertiu com sabedoria em 1 Coríntios 7:3-5: “O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e do mesmo modo a esposa ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido; e também o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher. Não se neguem um ao outro, a não ser por consentimento mútuo e por algum tempo, para se dedicarem à oração; e depois unam-se de novo, para que Satanás não os tente por causa da incontinência.”
Perceba que a Palavra de Deus reconhece a importância da intimidade e alerta para o perigo da separação prolongada. A ausência de unidade física e emocional cria brechas espirituais que o inimigo usa para enfraquecer o casal.
O SEXO COMO BÊNÇÃO E EXPRESSÃO DE AMOR
O sexo dentro do casamento é uma bênção. É uma dádiva divina que reforça o amor, promove comunhão e fortalece o compromisso mútuo.
Em Provérbios 5:18-19, a Bíblia nos ensina:
“Seja bendita a tua fonte, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Cervo amoroso e gazela graciosa, saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente.”
A esposa é descrita como uma fonte de prazer e alegria para o marido, e o marido, como um provedor de amor e segurança para a esposa. Quando ambos reconhecem esse papel, o casamento floresce. Mas quando um dos dois se fecha, o amor começa a se esfriar e o inimigo encontra espaço para semear a discórdia.
O PAPEL DA COMPREENSÃO E DA RESTAURAÇÃO
É fundamental que o casal cristão aprenda a lidar com as dificuldades íntimas com amor, paciência e diálogo.
O marido que enfrenta fraquezas, como a luta contra a pornografia, precisa buscar libertação em Deus e abrir o coração para a esposa, pedindo ajuda e apoio.
A esposa, por sua vez, deve ser companheira e auxiliadora, ajudando o marido a vencer as tentações e fortalecendo o vínculo conjugal com amor e oração.
O apóstolo Paulo disse que “melhor é casar do que abrasar-se” (1 Coríntios 7:9), mostrando que a intimidade conjugal é também um meio de proteção contra a imoralidade. Por isso, marido e mulher devem se esforçar para manter viva a chama do amor e da paixão, cuidando um do outro com afeto e responsabilidade.
A rejeição íntima é uma das armas mais perigosas usadas pelo inimigo para destruir casamentos cristãos. Ela mina a confiança, fere o coração e enfraquece a vida espiritual.
Por isso, o casal deve cuidar para que o amor, o respeito e a entrega não sejam substituídos por frieza e distanciamento.
A esposa deve entender que é bênção para o marido, assim como o marido deve compreender que é abrigo e segurança para a esposa.
Quando ambos se dedicam a satisfazer um ao outro, a alegria e a paz reinam no lar.
Que o casal cristão aprenda a buscar juntos a presença de Deus, pedindo que Ele restaure a comunhão, reacenda a paixão e fortaleça os laços da aliança. Como nos ensina a Palavra de Deus.
“Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe.” (Mt 19:6)

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