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Por que Jesus prometeu enviar outro Consolador?

 


   Quando Jesus anunciou aos discípulos que partiria, o coração deles se encheu de inquietação. Aquele que os chamou, ensinou, corrigiu e amou estava dizendo que iria embora. Contudo, no mesmo discurso registrado no Evangelho de João, Ele fez uma promessa que transformaria a tristeza em esperança: “Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (Jo 14:16).

A expressão “outro Consolador” é profundamente significativa. No texto original, a palavra usada indica “outro da mesma natureza”. Jesus não estava prometendo alguém diferente em essência, mas alguém da mesma natureza divina, que continuaria Sua obra. Se Cristo foi o Deus conosco, o Espírito Santo seria o Deus em nós.

A promessa estava ligada à Sua partida. Em João 16:7, Jesus afirma que era necessário que Ele fosse, para que o Consolador viesse. Durante Seu ministério terreno, Jesus estava limitado à condição humana: Ele caminhava pelas estradas da Galileia, ensinava nas sinagogas, sentava-se à mesa com pecadores. Sua presença era real, mas localizada. O Espírito Santo, porém, viria para habitar em cada crente, em todo lugar e em todo tempo. A presença de Deus deixaria de ser externa e se tornaria interna.

Além disso, Jesus declarou: “Não vos deixarei órfãos” (Jo 14:18). O Espírito Santo não viria apenas como força ou influência, mas como presença pessoal e consoladora. A palavra “Consolador” (Parákletos) também pode ser traduzida como Ajudador, Advogado ou Intercessor — alguém chamado para estar ao lado. Enquanto Cristo intercede por nós junto ao Pai, conforme lemos na Primeira Epístola de João 2:1, o Espírito Santo habita em nós, fortalecendo, ensinando e lembrando-nos das palavras do Senhor.

Ele também veio para guiar em toda a verdade e glorificar a Cristo (Jo 16:13-14). O Espírito não fala de Si mesmo como centro, mas aponta continuamente para Jesus. Ele convence do pecado, produz arrependimento, gera novo nascimento e opera santificação. Sem o Consolador, a Igreja não teria poder para testemunhar, nem entendimento espiritual das Escrituras, nem comunhão viva com Deus.

Portanto, a promessa do outro Consolador revela que a obra de Cristo não terminou na cruz nem na ascensão. Ela continua, agora de forma interior e espiritual, na vida daqueles que creem. Se o Filho revelou o Pai ao mundo, o Espírito revela o Filho ao coração. E assim, a Igreja não vive de lembranças de um Cristo que esteve, mas da presença viva do Deus que permanece para sempre.

O derramamento do Espírito Santo



"E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós" (Jo 14:16,17).

No texto apresentado, Jesus faz uma promessa. E esta promessa consistia em enviar outro Consolador, não um outro cristo, mas o Espírito Santo de Deus que o mundo não o pode receber (Jo 14:16,17; At 2:32,33).

Dia de Pentecostes

Foi em um dia festivo para Israel que se cumpriu esta promessa, bem registrada no capítulo 2 de Atos que diz:
"E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; e de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem" (At 2.1-4).

"Vidas cheias da presença de Deus"

O derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecostes, foi o início de uma vida cheia de poder para os primeiros cristãos, como Jesus havia dito em Atos 1:8:
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”
E em toda história da Igreja primitiva vemos Deus operando grandes maravilhas através dos seus servos, porque eles creram na promessa. E esse dom ainda é para os nossos dias, e será até Jesus voltar. "Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar" (At. 2. 39).
Continua....