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Cuidado com o que você posta nas redes sociais: Um Chamado à Prudência Cristã

 


  Vivemos dias em que a exposição se tornou algo comum. As redes sociais transformaram momentos íntimos em conteúdo público, e aquilo que antes era reservado ao lar, hoje é facilmente compartilhado com milhares de pessoas. Contudo, como cristãos, precisamos lembrar que nem tudo o que pode ser postado convém que seja postado.

Recentemente, uma cantora do meio pentecostal publicou um vídeo na piscina ao lado do esposo, em trajes íntimos. O conteúdo rapidamente gerou repercussão negativa, dividiu opiniões e abriu espaço para debates e justificativas públicas. Infelizmente, situações como essa têm se tornado frequentes. Primeiro se publica, depois se explica. Primeiro se expõe, depois se defende. Mas será que esse é o caminho mais prudente para quem carrega o nome de Cristo?

A Palavra de Deus nos ensina que “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm” (1 Coríntios 6:12). O cristão não vive apenas pelo que é permitido, mas pelo que edifica, pelo que glorifica a Deus e pelo que preserva seu testemunho. O casamento é uma bênção divina, mas sua intimidade é um tesouro que deve ser protegido, não exibido. A família é um altar, não um palco.

Precisamos compreender que a internet não esquece. Uma postagem impensada pode comprometer anos de ministério, influenciar negativamente jovens e abrir brechas para escândalos desnecessários. A liberdade cristã não é licença para a imprudência. Somos chamados à santidade também no ambiente digital.

Além disso, quando líderes ou figuras públicas do meio cristão se expõem de maneira questionável, isso gera confusão no Corpo de Cristo. Muitos irmãos mais novos na fé podem se perguntar: “Se eles fazem, por que eu não posso fazer também?” O apóstolo Paulo nos adverte que devemos evitar ser pedra de tropeço para os mais fracos na fé (Romanos 14). Nosso testemunho não pertence apenas a nós; ele impacta toda a comunidade.

Outro ponto importante é a necessidade de maturidade emocional. Quando alguém publica algo controverso e, diante das críticas, passa a se justificar ou a discutir publicamente, a situação tende a se agravar. Em muitos casos, o silêncio prudente teria sido mais sábio do que a exposição inicial ou a réplica impulsiva.

Como pastores, líderes, ministros ou simplesmente como cristãos comprometidos, precisamos resgatar o valor da discrição. Nem toda felicidade precisa ser exibida. Nem todo momento precisa ser registrado. Nem toda intimidade deve ser compartilhada. Há bênçãos que crescem no silêncio e relacionamentos que se fortalecem na reserva.

A Bíblia nos orienta a sermos “irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida” (Fp 2:15). Em tempos de autopromoção, o cristão é chamado à moderação. Em tempos de exibicionismo, somos chamados à sobriedade. Em tempos de aplausos virtuais, somos chamados à aprovação de Deus.

Que possamos refletir antes de postar. Que o Espírito Santo nos dê discernimento para separar o público do privado. E que nossas redes sociais sejam extensões do nosso testemunho, não vitrines da nossa intimidade.

Santidade não é apenas o que fazemos no templo, mas também o que escolhemos compartilhar fora dele. Que nossa vida — online e offline — glorifique ao Senhor.

A moda da calça apertada no púlpito das igrejas evangélicas

 


   A moda nunca foi apenas uma questão de tecido, corte ou estética. Ao longo da história, cada tendência carrega consigo uma mensagem, um espírito do tempo, um posicionamento cultural e, muitas vezes, uma reação aos valores estabelecidos. Quando essa lógica é trazida para dentro da igreja — especialmente para o púlpito — a discussão deixa de ser apenas sobre gosto pessoal e passa a envolver ética, testemunho e discernimento espiritual.

Se olharmos com mais atenção para a evolução da moda, veremos que ela sempre comunicou algo. As calças boca larga e de sino, populares em décadas passadas, estavam associadas a movimentos de contracultura, liberdade e ruptura com padrões tradicionais. Ela nasceu na décadas de 1960 e 1970, fortemente associados ao movimento hippie. Esse movimento se apresentava publicamente sob o slogan sedutor de “paz e amor”, defendendo o fim das guerras, a liberdade individual e a quebra de padrões considerados opressores pela sociedade tradicional.

Entretanto, por trás dessa fachada aparentemente pacífica, havia uma rebeldia profunda contra toda forma de autoridade: família, Estado, moral judaico-cristã e valores bíblicos. O discurso de liberdade rapidamente se traduziu em libertinagem sexual, uso indiscriminado de drogas, relativização da moral e rejeição de qualquer limite ético. A moda, como sempre, foi um dos principais meios de expressão dessa ideologia. A calça boca larga, extravagante e propositalmente diferente do padrão social vigente, funcionava como um símbolo visível de oposição ao “sistema”. Vestir-se assim era um manifesto silencioso: “não aceitamos suas regras”. Ou seja, a roupa não apenas acompanhava o movimento — ela pregava. Ela comunicava ruptura, insubmissão e rejeição da ordem estabelecida. A mensagem de “paz e amor”, embora atraente, escondia uma essência de desordem moral e espiritual. Não por acaso, muitos frutos daquele movimento revelaram-se destrutivos ao longo do tempo, tanto no campo social quanto no espiritual.

Já a calça jeans rasgada, que se popularizou mundialmente décadas depois, carrega um simbolismo ainda mais explícito. O próprio termo usado no mundo da moda — destroyed jeans — ou seja, “jeans destruído”, não deixa margem para dúvidas. Trata-se de uma estética da destruição. O rasgo não é acidental; é intencional, calculado, valorizado. Quanto mais destruída a peça, mais “autêntica” ela se torna dentro dessa lógica cultural.

Essa moda dialoga diretamente com o espírito punk e outros movimentos urbanos de rebeldia, cuja essência é o protesto agressivo contra padrões sociais, morais e culturais. O rasgo comunica inconformidade, revolta, desprezo pela ordem, e até mesmo uma glorificação do caos. É a exaltação visual da ruptura: nada precisa estar inteiro, preservado ou íntegro — nem a roupa, nem os valores, nem a identidade.

Dentro desse mesmo fluxo cultural, chegamos à moda da calça apertada, ou skinny. Ela nasce no ambiente artístico, midiático e performático, onde a imagem é central, o corpo é exibido e a sensualização é frequentemente normalizada. Artistas, influenciadores e celebridades se tornam grandes propagadores dessa estética, moldando o imaginário coletivo. A mensagem, ainda que sutil, está presente: valorização extrema do corpo, destaque da forma física, centralidade da aparência e, muitas vezes, confusão entre identidade, expressão e sensualidade.

O problema se agrava quando essa tendência é absorvida de forma acrítica por líderes cristãos, pastores, pregadores e membros que exercem funções visíveis na igreja. Ao subir ao púlpito vestindo roupas excessivamente apertadas, não apenas se adere a uma moda, mas se carrega junto a mensagem que ela comunica. E aqui está um ponto sensível: no ambiente do culto, o foco não deve ser o corpo de quem prega, mas a Palavra que está sendo anunciada.

Há ainda uma questão ética evidente. Calças extremamente justas acabam expondo a nudez de forma indireta, marcando o corpo de maneira inadequada para um ambiente de culto. Isso tem gerado polêmicas, escândalos desnecessários e distrações que ferem a reverência do momento sagrado. O púlpito não é passarela, nem palco de afirmação estética; é lugar de serviço, temor e responsabilidade espiritual.

Quando olhamos para as Escrituras, percebemos que Deus nunca foi indiferente à forma como Seus servos se apresentavam diante d’Ele e do povo. No Antigo Testamento, os sacerdotes recebiam orientações detalhadas sobre suas vestes. Elas não eram escolhidas para exaltar o corpo, mas para cobri-lo com dignidade, decoro e santidade. Em Êxodo 28 e 39, vemos que as roupas sacerdotais tinham propósito: transmitir reverência, distinção e respeito à presença de Deus. Até mesmo a preocupação com a exposição do corpo aparece claramente (Êxodo 20:26), mostrando que a nudez — ainda que parcial — não era compatível com o serviço no altar.

No Novo Testamento, o apóstolo Paulo, ao aconselhar a igreja, reafirma esse princípio. Em 1 Timóteo 2:9, ele orienta que as mulheres se vistam “com modéstia e bom senso, não com ostentação”. Embora o texto seja dirigido diretamente às mulheres, o princípio é universal e serve como padrão para toda a comunidade cristã: modéstia, sobriedade e discernimento. Não se trata de legalismo, mas de testemunho. O mesmo apóstolo que ensinou sobre a liberdade cristã também alertou para o cuidado de não usar essa liberdade como ocasião para escândalo ou tropeço.

Quando essas estéticas são absorvidas sem discernimento pelo cristão, especialmente dentro da igreja, algo sério acontece: mensagens que nasceram em ambientes de rebeldia e desconstrução passam a circular no espaço do sagrado. Mesmo que o usuário não tenha plena consciência disso, a simbologia permanece. A moda não perde seu significado original apenas porque mudou de ambiente.

No contexto bíblico, isso nos leva a uma reflexão necessária: o povo de Deus sempre foi chamado a discernir os tempos e a não se conformar com o espírito deste século (Romanos 12:2). A roupa, como linguagem não verbal, precisa ser avaliada à luz desse princípio. Não se trata de demonizar tecidos ou cortes, mas de reconhecer que nenhuma moda é neutra. Ela nasce em um contexto, carrega valores e comunica ideias.

Portanto, ao trazer essas tendências para dentro da igreja — e, mais grave ainda, para o púlpito — corre-se o risco de normalizar símbolos que foram forjados em oposição direta aos valores do Reino de Deus. O cristão não pode se dar ao luxo de apenas seguir tendências; ele é chamado a testemunhar, inclusive com aquilo que veste

Quando o cristão — especialmente aquele que ocupa posição de liderança — adota modas sem reflexão, ele corre o risco de carregar mensagens que contradizem o evangelho que anuncia. A pergunta que precisa ser feita não é apenas “isso está na moda?”, mas “o que isso comunica?” e “isso glorifica a Deus ou chama atenção para mim?”. A pergunta permanece atual e necessária: estamos apenas usando uma roupa, ou estamos vestindo uma mensagem?

Vestir-se bem na igreja não significa vestir-se mal, antiquado ou sem identidade. Significa escolher com sabedoria, equilíbrio e temor. A roupa deve cooperar com o testemunho cristão, não competir com ele. Em um tempo em que tudo comunica, a vestimenta também prega — silenciosamente, mas com grande impacto.

No fim das contas, o chamado bíblico permanece atual: “Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Co 10:31). Inclusive, a forma como nos vestimos diante do altar.

Quando as trends se tornam um perigo para a nossa fé


    Vivemos em um tempo em que as redes sociais ditam comportamentos, linguagem, músicas e até valores. As trends surgem rapidamente, viralizam e, muitas vezes, são seguidas sem qualquer reflexão. O problema é que nem tudo o que é tendência no mundo é saudável para a fé cristã. Há modas, músicas, desafios e conteúdos que, ainda que pareçam inofensivos, aos poucos vão minando nossa identidade espiritual e nos afastando do propósito para o qual fomos chamados.

A Bíblia nos alerta claramente sobre esse risco. O apóstolo Paulo escreve:

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12:2).

Esse texto nos lembra que o cristão não foi chamado para imitar o mundo, mas para viver de maneira distinta. Nossa forma de pensar, agir e até de nos expressar deve refletir a transformação que Cristo operou em nós. Quando copiamos práticas, músicas e comportamentos que nos ligam às trevas, mesmo que disfarçados de entretenimento, corremos o risco de perder de vista quem somos em Deus.

Isso não significa que o cristão não possa usar redes sociais, gravar vídeos ou compartilhar o seu dia a dia. Pelo contrário: esses espaços podem e devem ser usados para glorificar a Deus. Que tal, ao invés de usar uma música secular carregada de valores contrários ao Evangelho, escolher um louvor? Ou, em vez de repetir uma trend vazia, compartilhar uma passagem bíblica, uma reflexão, um testemunho ou uma palavra de esperança?

A Escritura também nos orienta quanto ao critério que deve guiar nossas escolhas:

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas edificam.” (1 Co 10:23)

Nem tudo o que é popular edifica. Nem tudo o que gera curtidas produz frutos eternos. Muitas pessoas gostam de provocar risos com vídeos aleatórios, e a alegria, por si só, não é algo errado. Contudo, essa alegria costuma ser momentânea, passageira. Já o impacto do Evangelho pode transformar vidas para sempre. Já pensou em usar suas redes sociais para conduzir alguém a Cristo, fortalecer um irmão na fé ou lançar uma semente de esperança no coração de quem está perdido?

Como filhos de Deus, nossa identidade não vem das tendências, mas da nossa filiação divina. A Bíblia afirma:

“Mas todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus" (Jo 1:12)

Portanto, antes de copiar mais uma trend, vale a pena refletir: isso glorifica a Deus? Isso edifica alguém? Isso reflete quem eu sou em Cristo? Que nossas escolhas, inclusive no mundo digital, sejam um testemunho vivo de que não pertencemos às trevas, mas à luz. Afinal, fomos chamados não para seguir o fluxo do mundo, mas para anunciar, com palavras e atitudes, as virtudes daquele que nos chamou para a sua maravilhosa luz.

O que nossas escolhas musicais e audiovisuais dizem sobre nosso testemunho cristão?

 


  Hoje, mais do que nunca, a vida cristã é desafiada por influências externas que, muitas vezes, passam despercebidas por estarem disfarçadas de entretenimento. Filmes, músicas, vídeos curtos e trends nas redes sociais estão por toda parte — e com isso, muitos cristãos, inclusive veteranos na fé, acabam incorporando elementos seculares à sua rotina sem o devido discernimento.

Mas será que isso é realmente inofensivo? O que a Bíblia nos ensina sobre esse tipo de prática? Como devemos nos portar diante da enxurrada de conteúdos disponíveis na internet?


 O USO IRREFLETIDO DE CONTEÚDO SECULAR

  Com o crescimento das redes sociais, é comum vermos cristãos postando fotos e vídeos do cotidiano: momentos em família, lazer, viagens e comemorações. Até aí, nada errado. O problema surge quando, por comodidade ou descuido, escolhem músicas sugeridas pela própria plataforma — músicas seculares, muitas vezes com letras que não glorificam a Deus e que até contradizem os princípios da fé cristã.

Infelizmente, muitos não se dão ao trabalho de ouvir a letra, analisar a mensagem, ou refletir sobre o impacto espiritual daquele conteúdo. O critério torna-se simplesmente: "A melodia é bonita." Mas será isso o suficiente?


 TUDO DEVE GLORIFICAR A DEUS, INCLUSIVE O QUE POSTAMOS.


  A Bíblia é clara ao dizer que todas as nossas ações devem glorificar a Deus. O apóstolo Paulo escreveu: “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus.” (1 Cc 10:31)

Se até coisas tão comuns como comer e beber devem ser feitas para a glória de Deus, quanto mais aquilo que postamos e compartilhamos com centenas — ou milhares — de pessoas? Cada publicação é, de alguma forma, um testemunho.


NEM TUDO QUE É LÍCITO EDIFICA


  É importante lembrar que, como Paulo também afirmou:  “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas edificam.” (1 Co 10:23)

Não é apenas sobre “poder ou não poder”, mas sobre aquilo que convém a alguém que se identifica com Cristo. A música que você escolhe, o filme que você assiste, a mensagem que compartilha: tudo isso tem o poder de edificar — ou de escandalizar.


 O QUE DEVE OCUPAR NOSSA MENTE


  Filipenses 4:8 é outro texto essencial para essa reflexão:  “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”

Essas qualidades devem ser o filtro para nosso consumo e produção de conteúdo. Se a música, filme ou publicação não passa por esse filtro bíblico, por que dar lugar a isso na nossa vida e, pior ainda, compartilhar publicamente?


 O CRISTO DEVE ESTÁ NO CENTRO DA NOSSA VIDA

  De Gênesis a Apocalipse, Cristo é o centro das Escrituras. O mesmo deve ser verdade em nossa vida. Não há “vida secular” e “vida espiritual” para o cristão verdadeiro — tudo é para Cristo, tudo é por Ele e para Ele.

Ao usar uma música ou conteúdo que não glorifica a Deus, mesmo que sem intenção, estamos dizendo indiretamente que Cristo não está no centro daquela área da nossa vida — seja o lazer, a família, as amizades ou as redes sociais.

Além disso, podemos causar escândalo e confusão para outros irmãos na fé. Muitos observam nossos perfis, nos tomam como referência, e podem ser levados a agir da mesma forma, pensando que é algo aceitável.

Se você vai postar um vídeo, uma foto ou um momento em família, por que não escolher uma música cristã, um louvor que exalte a Deus, um hino que fale da sua fé? Há tantos conteúdos belíssimos, edificantes, cristocêntricos, que podem transmitir vida e esperança aos que visualizam.

Dessa forma, você não apenas compartilha momentos, mas testemunha. Mostra que Cristo está com você na alegria, na rotina, no descanso e em todo o tempo.


SANTIDADE TAMBÉM SE REFLETE NO QUE COMPARTILHAMOS.

 “Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Pe 1:16)

  Santidade não é apenas o que fazemos no templo ou no domingo. É separação para Deus — em tudo. Se Cristo está em mim, Ele também deve ser visto na minha vestimenta, na minha linguagem, nos meus gostos e nas minhas redes sociais.

Vigiemos, irmãos. Não sejamos levados pelo modismo ou pelo costume da maioria. A Palavra nos chama à sobriedade e à vigilância. Que nossas escolhas reflitam o Deus que habita em nós. Que nossas redes sociais sejam também ferramentas de evangelização, não de contradição.

 “E tudo quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” (Colossenses 3:17)




Carnaval não é coisa para crente!

INTRODUÇÃO

     O carnaval é uma das festas mais conhecidas do mundo, marcada por desfiles, danças e excessos. No entanto, poucos compreendem sua verdadeira origem e o que ela representa espiritualmente. Embora muitos a tratem apenas como um momento de alegria e descontração, a verdade é que o carnaval possui raízes profundamente profanas, nascidas de ritos pagãos e práticas carnais. O cristão, que foi chamado à santidade e à separação do mundo, precisa discernir o que está por trás dessa celebração e se posicionar conforme a Palavra de Deus.

1. ORIGEM 

   Historicamente, o carnaval surgiu na Antiguidade como uma festa pagã de adoração e libertinagem. Mais tarde, foi incorporada ao calendário da Igreja Católica em 590 d.C., antecedendo a Quaresma — período de penitência que se iniciava na Quarta-Feira de Cinzas. A festa se estendia desde o Dia de Reis (Epifania) e era marcada por uma liberdade desregrada, na qual as pessoas se entregavam aos prazeres da carne, como a bebedice, a prostituição e a glutonaria — todas práticas condenadas pela Bíblia Sagrada (1 Co 6:9-10; Gl 5:19-21).

Mesmo diante dessa realidade, muitos evangélicos ainda se sentem tentados a participar ou simpatizar com o carnaval, questionando se é pecado ou não “pular carnaval”. Outros, tentando justificar o injustificável, criaram o chamado “carnaval gospel”, uma tentativa de “cristianizar” algo que é, em sua essência, profano. No entanto, isso não passa de uma forma disfarçada de manter laços com o mundo. Uma vez que a Bíblia Sagrada nos adverte claramente: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento” (Rm 12:2).

O verdadeiro cristão, nascido de novo, não encontra prazer nas obras da carne, mas busca viver segundo o Espírito. Participar, assistir ou promover o carnaval — seja secular ou “gospel” — é comprometer a fé e profanar o nome do Senhor com práticas mundanas. Isso é o que chamamos de sincretismo religioso, uma perigosa mistura entre o sagrado e o profano, algo que Deus abomina.

A Palavra é clara quanto a isso: “Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito. [...] Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Rm 8:5-8). O crente que verdadeiramente nasceu de novo e tem o Espírito Santo habitando em si não sente atração por festas que exaltam o pecado, mas se alegra em viver uma vida santa e separada para Deus.

2. PERIGO DO SINCRETISMO RELIGIOSO

   Nos últimos tempos, tem surgido uma tendência perigosa dentro do meio evangélico: a tentativa de adaptar práticas e costumes do mundo para dentro da Igreja, colocando nelas o rótulo de “gospel”. Assim, o que antes era rejeitado por ser profano, passou a ser “batizado” com o nome de Deus, tornando-se o chamado funk gospel, balada gospel, carnaval gospel, entre outras versões modernas de entretenimentos seculares.

Essa tentativa de “cristianizar” o profano é uma forma sutil de sincretismo — uma mistura entre o santo e o mundano, o que é totalmente contrário à santidade que Deus exige do Seu povo. O Senhor nunca aceitou misturas, e a Bíblia é clara: “Não pode a fonte jorrar do mesmo lugar água doce e água amarga” (Tg 3:11). O evangelho não precisa se parecer com o mundo para alcançar o mundo; é o mundo que precisa se converter ao evangelho.

Ao tentar adaptar o pecado, muitos têm enfraquecido a essência da fé cristã. O “evangelho do entretenimento” rouba a cruz da mensagem e substitui a santidade por performances. Isso é perigoso, porque distorce o caráter de Deus, dilui a autoridade da Igreja e confunde os novos convertidos, levando-os a crer que é possível servir a Deus e ao mundo ao mesmo tempo.

Mas Jesus foi categórico ao dizer: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro” (Mt 6:24). O cristianismo verdadeiro é renúncia, é separação, é vida no Espírito — não uma tentativa de ajustar o evangelho à cultura carnal.

Quando o povo de Deus deixa de rejeitar o que é profano e passa a imitar o mundo, a Igreja perde sua autoridade espiritual e sua luz se apaga. O apóstolo Paulo adverte: “Sai do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei” (2 Co 6:17). Portanto, o caminho do crente não é o da adaptação, mas o da santificação.

3.CONCLUSÃO 

   O carnaval é, sem dúvida, uma festa contrária aos princípios do Reino de Deus. É um período em que o mundo celebra a carne, enquanto o cristão é chamado a crucificá-la. Portanto, quem ama a Deus e deseja viver segundo o Espírito não deve se envolver com tais práticas.

Querido irmão, lembre-se de que fomos libertos do pecado por Cristo Jesus, e essa liberdade não nos dá o direito de voltar às velhas obras das trevas. Não se deixe enganar por festas que tentam mascarar o pecado com aparência de “alegria”. A verdadeira alegria está em servir ao Senhor com pureza de coração e santidade de vida.

Viva para agradar a Deus, e não para satisfazer a carne. “Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis” (Rm 8:13).

Que o Espírito Santo te conduza à verdadeira alegria que há em Cristo Jesus, longe das ilusões do mundo. Amém.



A origem da Árvore de Natal


A tradição de enfeitar árvores e tê-las como algo sagrado, é tão antigo quanto o próprio Natal, é uma prática existente em todas as culturas e religiões pagãs do mundo. 

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Diversos povos, inclusive os que aparecem na Bíblia, consideravam por exemplo, o Carvalho como árvore sagrada (Gn 12.6, 35.4; Jr 10.3,4) e por isso, realizavam debaixo dessas árvores muitos sacrifícios humanos em nome de seus deuses; uma abominação ao Senhor (Ez 20.27-32).

Em algumas culturas pagãs, as árvores eram vistas, como "uma expressão da fertilidade da mãe natureza".  

Na Alemanha, por exemplo, com a queda das folhas, no inverno, as pessoas tinham o costume de enfeitar às árvores, alegando que os espíritos haviam se retirado e enfeitando-as eles retornariam para elas.

Na Babilônia, existia uma lenda que um Pinheiro nasceu sobrenaturalmente, de um tronco morto; simbolizando Ninrode morto, mas que reencarnou em seu filho Tamuz, muito cultuado na Mesopotâmia pelos sírios e cananeus, como o deus da fertilidade. 

De acordo com o livro de Ezequiel 8.14, as mulheres israelitas tinham o costume de chorar a sua morte,  num dos portões do Templo, que diziam que ressuscitará no ano seguinte.

Os egípcios, também tinham o costume de trazer no dia mais curto do ano, em Dezembro, algumas folhas de sua árvore sagrada ( Palmeira), para as sua casas como sinal de triunfo da vida sobre a morte. 

Era uma representação simbólica a lenda de Osíris, considerado o deus da fertilidade egípcia.  Já os romanos, na Sartunália (festa pagã romana), enfeitavam os Abetos, nos mesmos dias em que se prepara a Árvore de Natal moderna,  em honra a Saturno, o deus da agricultura.

Segundo a Enciclopédia BARSA, vol 11, pág 274; foi na Germânia, datando do tempo de São Bonifácio, no séc 16,  que a Árvore de Natal se popularizou entre os cristãos católicos; adotada para substituir os sacrifícios ao carvalho sagrado de Odin (deus nórdico),  trocando-a pelo Pinheiro, em honra ao deus-menino, Jesus. 

Com o surgimento do protestantismo, os germanos atribuíram a origem da árvore de Natal a Martinho Lutero (1486-1546).

Só no século XIX, foi que a tradição de enfeitar árvores no Natal, chegou a Inglaterra,  França e posteriormente para o resto do mundo.

Assim como o Natal, a árvore natalina teve sua origem no paganismo, que com o advento do cristianismo, ganhou roupagens e significados novos, mas sem deixar sua raízes pagãs.

O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE ISSO

Como vimos no texto acima, o costume de  adorar árvores e tê-la como uma representação de um deus pagão,  remota aos tempos bíblicos, sendo uma abominação ao olhos do Senhor.

Também, vemos que Deus ordenou no passado, que o seu povo não vivessem segundo os costumes e tradições dos pagãos que viviam na terra de Canaã, para que não cometessem estes mesmos pecados (Ex 34.12,14).

O Senhor, também ordenou, que não houvesse nenhuma "árvore" ou algo que lembra-se os ídolos pagãos, junto do altar consagrado a Ele. Mostrando ao seu povo que Ele é um Deus Zeloso e que não possui nenhuma ligação com os deuses pagãos (Dt 16.21).

Então, porque trazermos para a nossa casa essa maldição? Quem você está adorando de fato ao ornamentar um Pinheiro, Jesus ressuscitado ou o deus-menino do católicismo romano?

Que Deus lhe faça ver a verdade, pois a Sua Palavra nos ensina que a Igreja de Cristo, não deve seguir os costumes pagãos, antes andar no temor do Senhor, tendo uma vida completamente dedicada a Ele (Jr 10.2-4,10; 2Co 6.14-18).