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Marido, o Pastor do Pequeno Rebanho Chamado Família


   Há uma frase que li que carrega uma verdade poderosa: “O marido é o pastor de um pequeno rebanho chamado família.” Diante dessa realidade, somos levados a refletir sobre uma das maiores tragédias que um homem cristão pode enfrentar: conquistar sucesso no trabalho, no ministério e em tantas outras áreas da vida, mas permitir que sua casa se torne um campo de ruínas. Nenhuma vitória pública compensa uma derrota dentro do lar.

A Bíblia nos mostra que a família foi o primeiro ministério estabelecido por Deus. Antes de existir púlpito, existiu casa. Antes de existir multidão, existiu esposa. Antes de existirem discípulos, existiram filhos. O lar é o lugar onde o caráter é moldado, onde a fé se fortalece e onde o amor deve ser regado diariamente. Por isso, cuidar da família não é uma tarefa opcional — é um chamado divino, uma responsabilidade sagrada.


O Homem Como Pastor do Lar

   Quando afirmamos que o marido é o pastor do lar, afirmamos que Deus o colocou como líder espiritual, guardião, protetor, intercessor e cultivador da paz do seu pequeno rebanho. Isso não significa autoritarismo, mas liderança serva; não significa imposição, mas exemplo; não significa domínio, mas cuidado amoroso.

A Bíblia ensina que o marido deve amar sua esposa como Cristo amou a Igreja (Efésios 5:25). Esse amor é sacrifical, intencional e constante. É o tipo de amor que ora, que perdoa, que serve, que escuta e que protege. A esposa encontra segurança quando o marido assume seu papel espiritual, pois um lar guiado por um homem que teme ao Senhor é um lar onde a graça de Deus flui.


O Perigo de Negligenciar o Lar

   O maior perigo de nossa geração é estar tão ocupado com “tudo” que deixamos escapar o essencial. Corremos para ganhar dinheiro, bater metas, alcançar posições, servir na igreja, cumprir agendas… mas muitas vezes não percebemos que o inimigo não está lutando contra nossas bênçãos externas — ele está mirando no coração da nossa casa.

Um marido pode ser aplaudido fora, mas se sua esposa chora no secreto, se seus filhos crescem carentes de afeto, se a mesa do jantar está vazia de diálogo e cheia de silêncio, então algo está profundamente errado. A negligência é uma das armas mais sutis que destrói famílias. Não é a tempestade que derruba a casa, mas as pequenas infiltrações ignoradas.

A Bíblia diz: “Se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua própria casa, negou a fé e é pior do que o incrédulo.” (1 Timóteo 5:8). Isso não é apenas um alerta; é um chamado à responsabilidade. O cuidado começa dentro, e só depois se estende para fora.

marido como pastor do lar:

Vigia espiritualmente — percebe ataques, identifica brechas, cobre sua família em oração.

Cuida emocionalmente — conversa, acolhe, abraça, escuta.

Serve com humildade — faz do lar um lugar leve, seguro e cheio da presença de Deus.

Educa com sabedoria — orienta os filhos no caminho do Senhor, não com dureza, mas com amor firme.

Ama sacrificialmente — coloca a família acima de qualquer sucesso momentâneo.


Nenhum homem pode conduzir seu lar se não estiver de joelhos diante de Deus. A liderança cristã começa no altar doméstico. A Bíblia diz que Josué declarou: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor.” (Jo 24:15). Ele não apenas servia; ele conduzia sua família ao serviço. 

A família é o bem mais precioso que Deus nos confiou na terra. O trabalho é importante. O ministério é importante. Os sonhos são importantes. Mas nada disso se compara ao lar que Deus nos deu para pastorear. Ser pastor do pequeno rebanho é mais nobre do que qualquer púlpito lotado, porque o verdadeiro sucesso começa dentro de casa.

Que cada marido cristão possa olhar para sua esposa e seus filhos e, com temor e amor, assumir esse chamado divino: ser pastor, guardião e cultivador da graça dentro do lar. O que adianta ter sucesso no trabalho, no ministério e ver seu lar destruído? Cuide da sua família.

O Perigo da Rejeiçãop Íntima no Casamento

   O relacionamento conjugal é uma aliança sagrada, estabelecida por Deus, para que marido e esposa vivam em amor, cumplicidade e entrega mútua. Dentro dessa aliança, a intimidade sexual não é apenas uma expressão de prazer, mas também um elo espiritual e emocional que fortalece o vínculo do casal. No entanto, quando há rejeição — seja da esposa para com o marido, ou do marido para com a esposa — abrem-se brechas que podem comprometer a comunhão, a harmonia e até a saúde espiritual do relacionamento.

 QUANDO A REJEIÇÃO SE INSTALA

   Quando o marido busca se aproximar da esposa, desejando estar com ela e expressar seu amor por meio da intimidade, mas é constantemente rejeitado, essa atitude transmite uma mensagem dolorosa: a de indiferença e egoísmo.

É importante lembrar que, ao unir-se em casamento, cada um assume não apenas o compromisso de fidelidade, mas também a responsabilidade de cuidar das necessidades emocionais, espirituais e físicas do outro.

Assim como o marido deve ser compreensivo e respeitar o tempo e o estado emocional da esposa, a mulher também precisa reconhecer que não pode usar o “não querer” constante como uma forma de fuga ou de controle dentro do relacionamento.

Negar repetidamente o contato íntimo sem motivo justo e sem diálogo pode abrir uma ferida profunda no coração do cônjuge, fragilizando o casamento e criando um terreno fértil para tentações.


AS CONSEQUÊNCIAS DA REJEIÇÃO

   A rejeição no casamento pode gerar consequências sérias. Muitos maridos, ao se sentirem desprezados ou desvalorizados, acabam buscando refúgio em caminhos errados — como a pornografia, a fantasia sexual e até o adultério.

Da mesma forma, há esposas que, por falta de atenção e afeto, acabam também caindo em tentações semelhantes.

É claro que o pecado nunca se justifica pela atitude do outro, mas é inegável que o distanciamento e a falta de intimidade abrem brechas espirituais perigosas. O inimigo usa justamente essas brechas para semear destruição nos lares.

O apóstolo Paulo advertiu com sabedoria em 1 Coríntios 7:3-5: O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e do mesmo modo a esposa ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido; e também o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher. Não se neguem um ao outro, a não ser por consentimento mútuo e por algum tempo, para se dedicarem à oração; e depois unam-se de novo, para que Satanás não os tente por causa da incontinência.”

Perceba que a Palavra de Deus reconhece a importância da intimidade e alerta para o perigo da separação prolongada. A ausência de unidade física e emocional cria brechas espirituais que o inimigo usa para enfraquecer o casal.

O SEXO COMO BÊNÇÃO E EXPRESSÃO DE AMOR

  O sexo dentro do casamento é uma bênção. É uma dádiva divina que reforça o amor, promove comunhão e fortalece o compromisso mútuo.

Em Provérbios 5:18-19, a Bíblia nos ensina:

 “Seja bendita a tua fonte, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Cervo amoroso e gazela graciosa, saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente.”

A esposa é descrita como uma fonte de prazer e alegria para o marido, e o marido, como um provedor de amor e segurança para a esposa. Quando ambos reconhecem esse papel, o casamento floresce. Mas quando um dos dois se fecha, o amor começa a se esfriar e o inimigo encontra espaço para semear a discórdia.

O PAPEL DA COMPREENSÃO E DA RESTAURAÇÃO

  É fundamental que o casal cristão aprenda a lidar com as dificuldades íntimas com amor, paciência e diálogo.

O marido que enfrenta fraquezas, como a luta contra a pornografia, precisa buscar libertação em Deus e abrir o coração para a esposa, pedindo ajuda e apoio.

A esposa, por sua vez, deve ser companheira e auxiliadora, ajudando o marido a vencer as tentações e fortalecendo o vínculo conjugal com amor e oração.

O apóstolo Paulo disse que “melhor é casar do que abrasar-se” (1 Coríntios 7:9), mostrando que a intimidade conjugal é também um meio de proteção contra a imoralidade. Por isso, marido e mulher devem se esforçar para manter viva a chama do amor e da paixão, cuidando um do outro com afeto e responsabilidade.

A rejeição íntima é uma das armas mais perigosas usadas pelo inimigo para destruir casamentos cristãos. Ela mina a confiança, fere o coração e enfraquece a vida espiritual.

Por isso, o casal deve cuidar para que o amor, o respeito e a entrega não sejam substituídos por frieza e distanciamento.

A esposa deve entender que é bênção para o marido, assim como o marido deve compreender que é abrigo e segurança para a esposa.

Quando ambos se dedicam a satisfazer um ao outro, a alegria e a paz reinam no lar.

Que o casal cristão aprenda a buscar juntos a presença de Deus, pedindo que Ele restaure a comunhão, reacenda a paixão e fortaleça os laços da aliança. Como nos ensina a Palavra de Deus.

 “Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe.” (Mt 19:6)


Sexo Anal é Pecado? O Que a Bíblia Fala a Respeito.

 



    Muitos casais se questionam se o sexo anal é permitido dentro da vida conjugal. Há também quem defenda que a Bíblia não aborda diretamente esse tema, o que gera dúvidas e diferentes interpretações entre cristão, porém, esse é um entendimento equivocado, pois a Bíblia nos orienta claramente quanto à santificação do corpo e do leito conjugal.

A vida sexual dentro do casamento é uma bênção criada por Deus. No entanto, como toda dádiva divina, ela precisa ser compreendida e vivida com honra, pureza e respeito. A Bíblia ensina claramente que o matrimônio deve ser venerado e o leito conjugal deve permanecer sem mácula (Hb 13.4).

As Sagradas Escrituras também nos ensinam que o corpo humano é sagrado. Ele é o templo do Espírito Santo (1 Co 6:19), e, portanto, deve ser usado para glorificar a Deus em todas as dimensões da vida — inclusive na intimidade conjugal. 

Ser templo e morada do Espírito Santo de Deus é um privilégio grandioso. No entanto, esse fato também traz uma responsabilidade: não viver segundo as paixões da carne, mas sob a direção do Espírito. Quando nos deixamos dominar pela natureza carnal, acabamos praticando coisas que desonram o nosso corpo e entristecem o Espírito de Deus que habita em nós. Por isso, a Palavra nos adverte:

“Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo” (1 Co 6:18).

A palavra grega traduzida como “prostituição” é πορνεία (pornéia), e possui um sentido muito mais amplo do que apenas a prática da prostituição comum. Pornéia abrange toda forma de imoralidade sexual, incluindo fornicação, adultério, homossexualidade, incesto, bestialidade e qualquer relação contrária à ordem natural estabelecida por Deus.

Por isso, quando a Bíblia nos ordena fugir da pornéia, ela está nos chamando a uma vida de pureza e santificação — inclusive dentro do casamento.


“O QUE ACONTECE EM QUATRO PAREDES” TAMBÉM IMPORTA PARA DEUS.

   É comum ouvir a frase: “O que acontece entre quatro paredes é problema do casal.” No entanto, essa ideia não encontra respaldo nas Escrituras. O leito conjugal pertence a Deus, pois o casamento foi instituído por Ele. Logo, tudo o que é praticado dentro dele deve estar de acordo com Sua vontade. O leito conjugal deve ser puro e honrado, e o marido deve ver sua esposa como uma serva de Deus, templo e morada do Espírito Santo. Tratar o corpo dela com desrespeito é violar aquilo que Deus santificou. O apóstolo Paulo exorta:

 “Cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra, não na paixão da concupiscência, como os gentios que não conhecem a Deus" (1 Ts 4:4–5).

O casal cristão deve viver de forma diferente do padrão do mundo, desfrutando de uma vida sexual ativa que esteja sob a bênção e a direção de Deus. Quando o casal busca satisfazer os desejos carnais de forma desordenada, viola a pureza do leito que Deus santificou. Mas quando se submete à vontade do Senhor, o amor conjugal se torna um reflexo da aliança divina, marcado por respeito mútuo, entrega sincera e comunhão espiritual. Nesse contexto, o leito conjugal deixa de ser apenas físico e se transforma em um espaço sagrado onde o amor floresce sob a bênção de Deus, fortalecendo não só o vínculo entre os cônjuges, mas também sua caminhada de fé.


 SEXO ANAL -  REFLEXO DA CORRUPÇÃO MORAL DA HUMANIDADE.

  

   Biblicamente o sexo anal está no mesmo nível de rejeição das práticas homossexual. Segundo o apóstolo Paulo, o sexo anal é um resultado de um coração depravado e distante de Deus. Em sua carta aos Romanos, capítulo 1, versos 26 e 27, descreve de forma clara a consequência espiritual e moral do afastamento do ser humano de Deus. Ele mostra que, quando o homem rejeita o Criador e a verdade revelada, Deus o entrega às paixões infâmias e à distorção do propósito natural da criação. O texto diz:

Pelo que Deus os entregou a paixões infames; porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros" (Rm 1:26–27).

A expressão usada por Paulo — “uso natural” — faz referência à forma como Deus criou o corpo humano e estabeleceu o ato sexual dentro do casamento. O propósito divino sempre foi a união física e emocional entre homem e mulher, de modo santo, saudável e coerente com a natureza biológica de ambos. O relacionamento conjugal, quando vivido sob a bênção de Deus, é uma expressão de amor, cumplicidade e procriação, e está em harmonia com o plano do Criador.

Quando Paulo menciona que alguns trocaram o uso natural pelo contrário à natureza, ele aponta para a inversão dos valores morais e para o desvio daquilo que Deus estabeleceu como bom e perfeito. O uso natural da mulher — o relacionamento sexual conforme a estrutura física e emocional criada por Deus — reflete a sabedoria do Criador e o equilíbrio do corpo humano. Qualquer prática que fuja desse propósito, seja qual for, rompe com a ordem natural e revela a corrupção moral produzida pelo afastamento de Deus.

O corpo foi projetado por Deus com funções específicas, e quando o ser humano desconsidera esse desígnio, transforma o dom da intimidade em instrumento de prazer desordenado. Assim, o sexo fora do propósito divino se torna uma expressão da natureza caída, um sintoma de um coração que já não busca a glória de Deus, mas a satisfação própria.

A pureza sexual, portanto, não é apenas uma questão física, mas espiritual e moral. Ela reflete um coração regenerado pela graça, que entende que o corpo é templo do Espírito Santo e deve ser usado para honrar a Deus. Quando se troca o uso natural pelo antinatural, entra-se em um terreno que não glorifica o Criador, mas manifesta o afastamento da Sua vontade.

O apelo de Paulo não é apenas uma advertência moral, mas um chamado ao arrependimento. Somente pela graça transformadora de Cristo o ser humano pode ser liberto das paixões da carne e restaurado à pureza original da criação. Em Cristo, o homem e a mulher descobrem o verdadeiro sentido do amor e da intimidade, aquele que nasce da obediência e da comunhão com Deus.


O SEXO ANAL E O PROPÓSITO DIVINO DA INTIMIDADE CONJUGAL

    No matrimônio, a intimidade sexual não é apenas um ato físico, mas uma expressão profunda do amor divino entre marido e mulher. A Bíblia nos apresenta a mulher como manancial e fonte de alegria para o marido, como vemos em Provérbios 5:18:

“Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade.”

Essa imagem poética e simbólica revela o propósito de Deus para a sexualidade conjugal: a mulher é uma fonte de vida, prazer e alegria, criada para compartilhar intimidade com o marido de forma saudável e ordenada. Ao contrário, o ânus não é uma “fonte” no sentido bíblico ou biológico; ele tem uma função diferente no corpo humano — a eliminação de resíduos. Assim, quando a intimidade sexual do casal se desvia para práticas contrárias à ordem natural, como o sexo anal, ela deixa de refletir a pureza e a vida que Deus destinou ao casamento, tornando-se um ato que satisfaz apenas os impulsos carnais, sem gerar vida nem fortalecimento da união conjugal.

Além da dimensão espiritual e simbólica, há também consequências físicas importantes a serem consideradas. O sexo anal apresenta riscos significativos à saúde, incluindo lesões, perda de elasticidade, maior suscetibilidade a infecções e contaminações, justamente porque o corpo não foi projetado para esse tipo de penetração. Essas consequências reforçam a sabedoria divina ao criar o corpo humano com funções específicas, mostrando que o prazer e a intimidade no casamento devem sempre respeitar a ordem natural e o propósito de Deus.

Portanto, a intimidade conjugal deve ser vivida de forma que glorifique a Deus, fortaleça a união do casal e reflita o amor puro e criativo do Criador. A mulher, como manancial de alegria, oferece ao marido um caminho de prazer, amor e vida, enquanto qualquer desvio do propósito divino distorce essa bênção e transforma o dom do sexo em fonte de riscos e insatisfação.


CHAMADO AO ARREPENDIMENTO E À PUREZA

   Se algum casal tem praticado algo que desonra o corpo ou o leito, o caminho é o arrependimento e o retorno à pureza. Deus perdoa e restaura quando há sinceridade de coração.

A mulher cristã deve lembrar-se de que é um vaso de honra, criada para trazer alegria e edificação ao lar. O homem, por sua vez, deve conduzir o relacionamento com amor, respeito e temor a Deus.

Desde o princípio, o Senhor estabeleceu o padrão para a união entre homem e mulher, e esse padrão continua válido até a volta de Cristo. A Bíblia diz: Porque fostes comprados por preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo”( 1 Co 6:20).

O sexo dentro do casamento é uma bênção, mas precisa ser vivido conforme a ordem divina. O sexo anal, segundo a luz das Escrituras, é contrário à natureza e, portanto, pecado. O corpo do cristão foi criado para ser instrumento de honra, e não de vergonha.

Que o Espírito Santo nos conceda sabedoria e pureza para usarmos o nosso corpo, este vaso precioso que Deus nos deu, para Sua glória e não para a satisfação da carne.


Sexo: antes ou depois do casamento



"Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará" (Hb 13:4).


    A Bíblia Sagrada nos instrui de forma clara e direta sobre a pureza e a santidade do relacionamento entre homem e mulher. Deus, em Sua sabedoria infinita, instituiu o casamento como uma união sagrada, destinada a refletir a aliança entre Cristo e a Igreja. Dentro desse contexto, o sexo é apresentado como um presente divino, criado para ser desfrutado exclusivamente no casamento.

Desde o princípio, vemos que Deus criou o homem e a mulher à Sua imagem e semelhança, abençoando-os e ordenando-lhes que se unissem e se multiplicassem (Gênesis 1:27-28). A união matrimonial é confirmada como a instituição onde o homem deixa seus pais e se une à sua mulher, tornando-se uma só carne com ela (Gênesis 2:24). O ato sexual dentro do casamento é, portanto, um aspecto de união e intimidade que honra a Deus e fortalece o vínculo conjugal.

Por outro lado, a Bíblia nos adverte repetidamente sobre as consequências de praticar sexo fora do casamento, categorizando-o como pecado. Em 1 Coríntios 6:18-20, somos chamados a fugir da imoralidade sexual, entendendo que o corpo do cristão é templo do Espírito Santo e deve ser honrado como tal. A prática do sexo no namoro, antes do compromisso do casamento, desonra o plano original de Deus para o relacionamento conjugal e, por consequência, desonra a própria instituição do casamento.

Em toda a Escritura, vemos o ensino consistente de que o sexo foi criado para o casamento e que desviar-se desse princípio traz consequências espirituais e emocionais. Manter a pureza antes do casamento é uma forma de honrar a Deus, de respeitar a santidade do casamento, e de preservar o verdadeiro propósito do sexo como um presente divino destinado ao relacionamento conjugal. Por isso, devemos nos esforçar para viver conforme os mandamentos de Deus, aguardando o tempo certo para experimentar a plenitude desse presente, dentro da união que Ele santificou.


O QUE PAULO DEFENDIA.

    O apóstolo Paulo, em suas cartas, defende o casamento como uma instituição sagrada, criada por Deus, e um meio legítimo de expressão da sexualidade. Ele reconhece a força dos desejos humanos e a necessidade de controlá-los dentro dos limites estabelecidos por Deus. Em 1 Coríntios 7:1-2, Paulo aconselha que, por causa da imoralidade sexual, "cada homem tenha sua própria esposa e cada mulher, seu próprio marido." Com essa orientação, ele deixa claro que o sexo fora do casamento, a que ele se refere como "imoralidade sexual" ou "prostituição," é algo que deve ser evitado, sendo o casamento o contexto adequado para a intimidade sexual.

Paulo também aborda a situação dos solteiros e viúvos, sugerindo que é bom se puderem permanecer como ele, solteiros, dedicando-se integralmente ao Senhor. No entanto, ele reconhece que nem todos têm o dom do celibato e, por isso, instrui: "Mas, se não conseguem controlar seus desejos, que se casem, pois é melhor casar do que arder de paixão" (1 Coríntios 7:8-9). Com essa orientação, Paulo combate a falsa ideia de que o sexo no namoro é aceitável, reafirmando que a intimidade sexual deve ocorrer exclusivamente no casamento.

Assim, Paulo defende o casamento não apenas como uma solução prática para evitar o pecado, mas também como um compromisso sagrado, onde o amor e a fidelidade entre o casal refletem o relacionamento de Cristo com sua Igreja. Ele valoriza o casamento como uma união que honra a Deus e protege os crentes dos perigos da imoralidade sexual, encorajando-os a viver de maneira santa e irrepreensível diante do Senhor.


 CASAMENTO É O SEXO?

   Na perspectiva cristã, o casamento não é apenas sobre sexo, mas envolve um compromisso sagrado entre um homem e uma mulher. A Bíblia oferece orientações sobre o casamento, como em Efésios 5:31-32, que diz que o casamento reflete a relação entre Cristo e a Igreja, com amor, respeito e fidelidade mútua.

O sexo é um aspecto importante do casamento, mas não é o único propósito. O casamento, de acordo com a Bíblia, envolve parceria, apoio mútuo, cuidado e construção de uma família. O livro de Gênesis (2:24) estabelece que um homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua esposa, tornando-se uma só carne. O sexo é o clímax dessa união.

Portanto, o entendimento do casamento à luz da Bíblia inclui o compromisso espiritual, a união de duas pessoas e a base para uma vida familiar centrada em princípios cristãos, que vai além da dimensão física do sexo.

De qualquer forma, sexo mesmo só no casamento. Antes e fora do casamento é pecado. É importante ressaltarmos aqui também que casamento de pessoas do mesmo sexo  não é casamento. A Bíblia chama de "paixão infâmia" a união de pessoas do mesmo sexo (Rm 1:26,27). Casamento só é casamento com pessoas de sexos opostos, homem e mulher, macho e fêmea (Gn 1:27; Mt 19:4-6).


INVERSÃO DE VALORES.

   Ao tratarmos do tema em questão, alguém certa vez afirmou: “Sexo no namoro só é pecado se for feito sem compromisso, ou seja, quando não há intenção de casar.”

Infelizmente, esse tipo de pensamento tem se espalhado entre muitos jovens — inclusive entre aqueles que frequentam a igreja — e representa um grave engano, pois distorce os princípios da pureza e da santidade que Deus espera de nós.

A verdade é que sexo com compromisso só existe dentro do casamento. Fora dele, é pecado. Mesmo que o casal tenha planos de se casar, isso não lhes dá o direito de viver como marido e mulher antes da união oficial. É fundamental compreender que namoro é tempo de conhecimento, noivado é tempo de compromisso e casamento é tempo de relacionamento.

A Bíblia é clara: sexo fora do casamento é prostituição, e a vontade de Deus é que nos afastemos dessa prática. Em 1 Tessalonicenses 4:3 está escrito:

“Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição.”


Esse é o conselho do Senhor para nós: fugir das paixões da mocidade e buscar agradá-Lo por meio de uma vida santa. É o que o apóstolo Paulo recomenda aos solteiros (1Co 7:32, 35; 2Tm 2:22).

Por outro lado, se alguém entende que servirá melhor ao Senhor estando casado, que se case, pois isso não é pecado (1Co 7:28). Contudo, o casamento exige responsabilidade, fidelidade e dedicação, pois não é um simples papel que pode ser rasgado a qualquer momento. Segundo Jesus, o casamento é uma aliança para toda a vida, até que a morte separe o casal (Mt 19:3–6).


CONCLUSÃO.

    Não permita que pensamentos (como o que mencionei ainda pouco), lhe afaste da pureza para a qual Deus nos chamou, em Jesus Cristo. Como disse o Apóstolo Pedro: “Sede santos", porque Deus é Santo (1 Pe 1:16). Antes, converse com seus pais, sobre isto, busque ajuda do seu pastor e principalmente do Espírito Santo, que é poderoso para dá entendimento e lhe ajudar em suas fraquezas. 

Provérbios 28:13,14 diz:

"O que encobre os seus pecados, este não será feliz; mas o que os confessa e deixa, alcançará misericórdia. Bem-aventurado o homem que continuamente teme; mas o que endurece o seu coração virá a cair no mal".
 Graça e Paz!